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Ex-secretário de Bolsonaro é contratado por setor que beneficiou no governo

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Lucas Ferraz em evento sobre comércio exterior (Foto: Instagram)

Lucas Ferraz, que atuou como secretário de Comércio Exterior durante o governo Bolsonaro, foi contratado pelo setor têxtil, o qual beneficiou ao evitar o aumento de preços de roupas em ano eleitoral. A contratação foi feita para que ele elabore um parecer com o objetivo de persuadir o governo Lula a manter a mesma medida.

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Esse caso é um exemplo clássico de "porta giratória", onde Lucas Ferraz, após favorecer o setor, foi posteriormente contratado por ele para reforçar sua posição no atual governo. Ferraz, no entanto, nega qualquer conflito ético, afirmando que sua contratação pela Associação Brasileira de Matérias-Primas Têxteis (Abratex) ocorreu dois anos após deixar o governo Bolsonaro, respeitando a quarentena de seis meses exigida pela lei brasileira.

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Durante seu período como secretário, Ferraz assinou uma medida que beneficiou grandes empresas têxteis como Hering, Malwee e Dohler, além da Riachuelo, que também atua na confecção de roupas e cujo controlador é apoiador de Bolsonaro.

Em setembro de 2021, Ferraz analisou a possibilidade de medidas antidumping contra importações da China e da Índia, concluindo que isso poderia aumentar o custo das roupas no Brasil, o que não seria de interesse público. Assim, recomendou a suspensão temporária da medida, decisão confirmada em agosto de 2022, durante a campanha eleitoral.

Apesar disso, a Associação Brasileira de Produtos de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas) solicitou uma nova investigação sobre a aplicação de medidas antidumping. Essa investigação, iniciada em dezembro de 2024, ainda está em andamento e deve ser concluída em junho.

Lucas Ferraz foi oficialmente contratado pela Abratex para atuar nessa investigação, apresentando um parecer em dezembro de 2025, onde defende a indústria de confecções. Ele argumenta que, embora as medidas antidumping possam fortalecer os produtores nacionais de fios de poliéster a curto e médio prazo, é importante considerar os impactos negativos em outras etapas da cadeia produtiva têxtil.

Ferraz nega qualquer conflito ético, afirmando que sua consultoria foi aberta em 2024, mais de um ano após deixar o governo. Ele foi contratado para analisar o impacto econômico de uma possível aplicação de medidas antidumping sobre as importações de fios de poliéster.

"Trata-se de um serviço de consultoria especializado, realizado em uma nova investigação, dois anos após minha participação no governo. Não vejo conflito ético em realizar esse estudo", afirmou Ferraz, que também é professor de economia da FGV e coordenador de estudos de negócios globais na instituição.

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