
PM oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar a esposa (Foto: Instagram)
A Polícia Militar de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira (10/6), a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de assassinar sua esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana. Desde que foi afastado em abril, ele continuou a receber sua pensão.
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Gisele, que tinha 32 anos, foi encontrada morta no apartamento do casal, no Brás, em São Paulo. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita após novas evidências.
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O decreto de aposentadoria foi assinado pelo coronel Antonio Thomazelli Júnior e transfere o pagamento da pensão de Geraldo para a SPPrev, responsável pelas aposentadorias dos servidores públicos de São Paulo. A partir de julho, ele receberá pela São Paulo Previdência.
A PM informou que, caso Geraldo seja condenado pela Justiça Militar, sua pensão poderá ser cortada. Ele enfrenta um processo que pode resultar em expulsão da corporação e perda da aposentadoria. Caso isso ocorra, ele será transferido para o regime do INSS.
RELEMBRE O CASO
Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido. Ela foi levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu. O caso foi reclassificado de suicídio para morte suspeita após novas análises.
A Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não correspondia à hipótese inicial de suicídio. Com base nas evidências, a Justiça autorizou a prisão de Geraldo, que foi detido em 18 de março em São José dos Campos.
QUARENTA E DUAS PESSOAS SERÃO OUVIDAS EM 5 DIAS DE AUDIÊNCIAS DO TENENTE CORONEL
O julgamento de Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar Gisele, será dividido em cinco dias, com depoimentos de 42 testemunhas. As audiências começam em 29 de junho e terminam em 3 de julho, com o interrogatório do réu.
Entre as testemunhas estão policiais, familiares, amigos da vítima, vizinhos e funcionários do prédio. Geraldo acompanhará todos os depoimentos.
Veja o calendário de oitivas:
29 de junho (7 pessoas)
- Lucas de Souza Lopes
- Tadeu Gomes Correa
- Amanda Rodrigues Marinone
- Damiana Alves da Silva
- Guilherme Adriano Lucas
- Adalberto Fernandes Lima
- Julle Anne Gonçalves Matos Bozio
30 de junho (12 pessoas)
- Cícero Gecycleiton dos Santos e Silva
- Rosângela Araújo da Silva
- Rafael Gustavo de Aguiar
- Guilherme Adriano Lucas
- Rafael Rodrigues dos Santos
- Suziene de Fátima Batista do Amaral de Melo
- Sara Barbosa Zerbinatti
- Cristina Amélia da Silva
- Sheila Aparecida Magrini Cruz
- Rômulo Henrique de Andrade Oliveira
- Rodrigo Almeida Rodrigues
- Testemunha protegida X
1 de julho (9 pessoas)
- Marinalva Vieira Alves de Santana
- Filha da vítima
- José Simonal Teles de Santana
- Pedro Gabriel Alves De Santana
- José Gean Da Silva Costa
- Eduardo André Forti Alves
- Erica Alonso Coe
- Maria Luiza Coe Rosa
- Artur Flávio Dias
2 de julho (13 pessoas)
- Rodrigo Nascimento
- Leonardo Ferreira Martins de Souza
- Allan Marques Bueno
- Marcio Henrique Camargo
- Cleuma Nunes de Araujo Alecrim
- Eliane Ferreira dos Santos
- Josecélia Leopoldina de Souza
- Ana Claudia Trevisan Ferraz Bartholomeu
- Jhosini Evelyn Pereira Munita
- Bárbara Alves Celestino
- Fabiana Gustis
- Benedita Aparecida Nunes
- Vinicius Sobreiro Peixoto
3 de julho (1 pessoa)
- Geraldo Leite Rosa Neto
DESEMBARGADOR NÃO ESTÁ ENTRE TESTEMUNHAS ARROLADAS
O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo de Geraldo e contatado após o disparo, não foi listado como testemunha. Tanto a acusação quanto a defesa consideraram sua presença desnecessária para a prova do crime.
Cogan esteve no apartamento na manhã da morte de Gisele, após receber diversas ligações do tenente-coronel. Antes de falar com o desembargador, Geraldo tentou contato várias vezes e também ligou para um superior, antes de buscar ajuda externa.



