
GCM e ex-integrante condenados por tráfico de armas na Cracolândia (Foto: Instagram)
Um guarda civil metropolitano (GCM), um ex-integrante da corporação e outros dois homens foram condenados pela Justiça de São Paulo por participação em uma organização criminosa dedicada ao comércio ilegal de armas e munições na Cracolândia, região central da capital paulista. A decisão foi publicada nesta terça-feira (1º/7). Um quinto réu foi absolvido por falta de provas.
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Entre os condenados estão o GCM Elias Silvestre da Silva e o ex-GCM Rubens Alexandre Bezerra, apontado como um dos principais articuladores do esquema. Edno Sousa da Silva e Odair José Gonçalves Rodrigues também foram condenados. A sentença responsabilizou todos por organização criminosa e comércio ilegal de armas.
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As penas variam de 11 anos e 1 mês a 16 anos, 5 meses e 5 dias de prisão, todas em regime fechado e com multa. Rubens Alexandre Bezerra recebeu a maior pena, seguido por Edno Sousa da Silva, Odair José Gonçalves Rodrigues e Elias Silvestre da Silva.
Na mesma decisão, o juiz absolveu Rubens Alexandre Bezerra e Odair José Gonçalves Rodrigues de algumas acusações por falta de provas. Ednaldo de Almeida Passos foi absolvido de todas as acusações.
O juiz também determinou a perda dos cargos públicos dos condenados que exerciam funções públicas, considerando as penas superiores a quatro anos e a natureza dos crimes incompatíveis com o serviço público, conforme o Código Penal.
A condenação resulta da Operação Salus et Dignitas, realizada em agosto de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo, com apoio de forças de segurança, para desarticular uma organização criminosa na Cracolândia.
De acordo com as investigações, o grupo era formado por guardas civis metropolitanos, um ex-membro da corporação e outros suspeitos, acusados de extorsão, comércio ilegal de armas e outros crimes relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na época, investigadores apontaram que a organização extorquia comerciantes em troca de proteção contra criminosos e usuários de drogas na região. O grupo também é acusado de fornecer armas, receptar produtos roubados, lavar dinheiro e realizar outros negócios ilícitos.
Entre os alvos da operação estava o GCM Rubens Alexandre Bezerra, identificado como um dos principais articuladores do esquema. Ele seria responsável por negociar armas, equipamentos de interceptação de comunicações policiais e outros materiais para o crime organizado, além de manter contatos com membros do PCC.







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