
Cápsulas de vitamina C e a letra “C” sobre fundo laranja ilustram estudo que associa níveis da vitamina à preservação cerebral em idosos. (Foto: Instagram)
Conhecida por fortalecer o sistema imunológico, a vitamina C pode também ter um papel crucial na saúde cerebral. Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Hirosaki, no Japão, revelou que idosos com maiores níveis da vitamina no sangue apresentavam uma estrutura cerebral mais bem preservada do que aqueles com níveis mais baixos.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Os resultados foram divulgados em 10 de junho na revista científica PLOS One. Apesar de promissores, os autores alertam que o estudo apenas indica uma associação entre os fatores analisados. Ainda não é possível afirmar que aumentar a ingestão de vitamina C protege o cérebro ou diminui o risco de doenças neurológicas.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
COMO A PESQUISA FOI REALIZADA
O estudo envolveu 2.044 adultos japoneses com 64 anos ou mais, participantes do Iki-Iki Health Promotion Project. A idade mediana era de 69 anos, e 61% dos voluntários eram mulheres.
Cada participante passou por uma ressonância magnética cerebral e um exame de sangue para medir a concentração de vitamina C no plasma. Posteriormente, os pesquisadores classificaram os participantes em quatro grupos, conforme os níveis da vitamina, para comparar as imagens do cérebro.
As análises também consideraram fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo, escolaridade, desempenho cognitivo, diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, consumo de álcool e prática de exercícios físicos.
O QUE OS CIENTISTAS DESCOBRIRAM
A comparação revelou que pessoas com maiores concentrações de vitamina C apresentavam um volume maior de massa cinzenta, área do cérebro que abriga os corpos dos neurônios e está envolvida em funções como memória, linguagem, raciocínio e tomada de decisões.
Os pesquisadores também identificaram uma ligação entre níveis mais altos da vitamina e uma melhor preservação da chamada rede de modo padrão, um conjunto de regiões cerebrais ativas durante momentos de descanso, relacionadas à memória, planejamento e organização do pensamento.
Segundo os autores, uma hipótese para explicar os resultados é a poderosa ação antioxidante da vitamina C, que pode ajudar a reduzir danos às células nervosas causados pelo envelhecimento. Além disso, a substância participa da produção de neurotransmissores, moléculas responsáveis pela comunicação entre os neurônios.
Os pesquisadores enfatizam que o corpo humano não produz vitamina C, sendo necessário obtê-la através da alimentação, principalmente com frutas cítricas, acerola, goiaba, kiwi, morango, tomate, brócolis e pimentão.
Apesar da associação encontrada, o estudo não comprova que aumentar o consumo de vitamina C melhora a saúde cerebral. Como os participantes foram avaliados apenas uma vez, não é possível determinar se a vitamina influenciou diretamente as diferenças observadas ou se outros fatores contribuíram para os resultados.
A equipe conclui que novos estudos, acompanhando os participantes ao longo dos anos, serão necessários para esclarecer se manter níveis adequados de vitamina C pode ajudar a preservar a estrutura e o funcionamento do cérebro durante o envelhecimento.







Leave a Reply