Problema em foguete adia missão da NASA para resgatar telescópio Swift

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Pegasus XL acoplado à aeronave L-1011 Stargazer aguarda novo cronograma da missão Link (Foto: Instagram)

A missão inédita da nave robótica Link ao espaço para resgatar o Observatório Neil Gehrels Swift foi adiada. Conforme comunicado divulgado pela Nasa nesta quinta-feira (2/7), o foguete Pegasus XL, que seria responsável pelo lançamento, apresentou problemas, o que levou à suspensão temporária da missão. Ainda não há uma nova data definida, que será estabelecida após a revisão do veículo.

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O telescópio Swift, que está perdendo altitude constantemente, será o alvo do resgate da Link. Anteriormente, Swift orbitava a uma altitude de cerca de 600 quilômetros, mas agora está a aproximadamente 370 quilômetros. A Nasa alertou que se o nível de altitude cair abaixo de 300 quilômetros, o resgate pode se tornar inviável, fazendo com que o telescópio acabe caindo na Terra.

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A queda na altitude do Swift é atribuída ao aumento da atividade solar e à ausência de um sistema próprio de propulsão, que impossibilita o telescópio de retornar à sua posição correta.

QUANDO A MISSÃO FOR REALIZADA, COMO FUNCIONARÁ O RESGATE
Assim que tudo estiver pronto, o Pegasus será levado a uma altura de cerca de 12 quilômetros pela aeronave L-1011 Stargazer para decolar. Ao chegar a essa altitude, o foguete acionará seus motores e seguirá para a órbita, transportando e lançando o Link ao espaço. O lançamento ocorrerá a partir do Atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall.

Após ser liberada pelo Pegasus, a nave robótica se dirigirá ao Swift e deve passar de duas a três semanas analisando o telescópio para definir os melhores pontos de acoplamento, com o objetivo de levá-lo a uma órbita mais elevada. Para isso, o Link utilizará seus três braços robóticos.

Se bem-sucedida, esta será a primeira vez que uma missão não tripulada conseguirá resgatar um telescópio no espaço. Além disso, o sucesso permitirá prolongar a vida útil do instrumento, projetado principalmente para detectar explosões de raios gama.

“Embora a Nasa pudesse permitir que o Swift reentrasse na atmosfera, esta situação é uma oportunidade para demonstrar uma capacidade fundamental para o futuro da exploração espacial. Essa abordagem ousada também prolonga a vida útil científica do Swift e é mais econômica do que substituir as capacidades únicas do observatório”, afirma a Nasa em comunicado.

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