Viúva de policial morto por vício em apostas agradece apoio nas redes

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Raquel Maria de Oliveira Negrão ao lado do tenente Danilo Lopes Negrão em evento oficial da PMGO (Foto: Instagram)

Goiânia – A enfermeira Raquel Maria de Oliveira Negrão, viúva do policial que faleceu devido ao vício em apostas, expressou sua gratidão pelo apoio recebido após compartilhar a história nas redes sociais. O tenente da Polícia Militar de Goiás, Danilo Lopes Negrão, faleceu aos 41 anos, sete meses após começar a apostar online durante a Copa do Mundo de 2022, acumulando uma dívida de quase R$ 1 milhão. Confira o vídeo:

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“Eu não esperava que o meu vídeo tivesse tanta repercussão, mas meu objetivo é ajudar e alertar as pessoas, pois acredito que estamos aqui para isso. Se eu conseguir ajudar ao menos uma pessoa com meu alerta, já ficarei muito feliz”, declarou.

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Raquel divulgou um vídeo nas redes sociais após a partida entre Brasil e Escócia, em 24 de junho, com o intuito de alertar sobre os perigos das apostas. No vídeo, ela narra a experiência vivida ao lado do marido antes e depois de sua morte devido ao vício, e faz um alerta sobre os riscos das apostas online.

“Não joguem, nem um pouco, nem muito, não joguem nada. Esse jogo não vai te levar a lugar algum”, advertiu.

O vídeo já ultrapassou 100 mil visualizações.

De acordo com o relato de Raquel, o marido começou a apostar durante a Copa do Mundo, em dezembro de 2022. No início, ele teve ganhos, mas logo passou a perder grandes somas. Ele chegou a contrair empréstimos para continuar apostando. “Tudo que ele ganhava, ele apostava imediatamente. Foi muito dinheiro”, contou.

A viúva relata que os primeiros sinais do vício surgiram quando o tenente começou a apresentar ansiedade e depressão. Além do acompanhamento médico e psicológico, a família toda tentou ajudá-lo. “A família tentou ajudar de alguma forma, todos o acolheram, pois ele teve a facilidade de compartilhar com a família o que estava passando. Tentamos ajudá-lo a sair desse vício”, lembrou.

Danilo Lopes e Raquel Maria tiveram uma filha de 8 anos. “Ele era uma pessoa admirável, um homem incrível, honrado, trabalhador e honesto”, descreveu.

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