Casa de idosos em Mogi Guaçu é interditada após morte suspeita

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Lar de Idosos Maria Braga é interditado após morte de idoso com feridas necrosadas (Foto: Instagram)

Um lar de idosos foi fechado pela prefeitura em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, na quinta-feira (2/7). A decisão veio após a morte de um residente de 95 anos, sob suspeita de maus-tratos.

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Em comunicado ao Metrópoles, a Prefeitura de Mogi Guaçu informou que a Vigilância Sanitária ordenou a interdição do local por não cumprir normas estabelecidas desde janeiro de 2025. Naquela ocasião, a instituição já havia sido parcialmente interditada, proibida de aceitar novos residentes e multada por operar sem as licenças necessárias.

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O Lar de Idosos Maria Braga tem três dias para realocar todos os residentes e pode contestar a decisão em até dez dias. A Secretaria Municipal de Assistência Social irá auxiliar os residentes sem familiares para acolhê-los.

A morte do idoso, ocorrida na terça-feira (30/6), gerou novas denúncias contra a instituição. Wellen Andresa Barros, neta do falecido, relatou ao Metrópoles que o avô foi internado temporariamente enquanto um dos filhos se recuperava de problemas de saúde.

Ela afirmou que a família notou perda de peso no idoso e comportamento estranho, suspeitando de falta de alimentação e alteração medicamentosa. Tentaram retirá-lo antes do previsto, mas enfrentaram resistência da administração.

“Disseram que para retirar o residente, era necessário completar 30 dias na casa e pagar uma multa de duas mensalidades, cerca de R$ 6 mil”, disse Wellen.

Quando finalmente retirado pela família, o idoso estava inconsciente e foi levado ao Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos, apresentando desnutrição e desidratação. Durante a internação, médicos identificaram feridas necrosadas no pé e quadril. O idoso faleceu pouco depois.

O Metrópoles tentou contato com a clínica através do telefone comercial, mas a administração preferiu não comentar.

A reportagem também obteve áudios de uma ex-técnica de enfermagem do local, que relatou que os idosos eram sedados diariamente, sofriam agressões físicas e viviam em condições insalubres. Ela preferiu não ser identificada. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as acusações de maus-tratos.

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