
Pais denunciam golpe de coreógrafo em Taguatinga e perdem R$17 mil com figurinos não entregues (Foto: Instagram)
Pais de alunos de uma escola particular em Taguatinga denunciam ter sofrido um golpe financeiro após contratarem um coreógrafo para coordenar ensaios da Festa das Tradições, na quadrilha do ensino fundamental II, e não receberem as roupas para a apresentação. Informações iniciais indicam que cerca de 100 estudantes contrataram o profissional. Cada família pagou R$ 170 para a confecção das roupas, resultando em um prejuízo aproximado de R$ 17 mil.
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Os pais relatam que os figurinos deveriam ser entregues em 25 de junho, mas a data foi adiada para dois dias depois. No dia combinado, o coreógrafo, identificado como Bryan Gadelha Vieira da Cunha, alterou o horário de entrega, inicialmente previsto para 13h, e pouco antes do novo prazo, às 16h, informou que as roupas não seriam entregues por estarem mal confeccionadas.
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Uma das mães afetadas conseguiu contato com a costureira responsável pela produção das peças. Segundo ela, Bryan repassou apenas R$ 4 mil e entregou um modelo diferente do combinado com as famílias.
Após o incidente, os responsáveis procuraram a direção do colégio em busca de esclarecimentos. Segundo eles, a escola informou que não participou da contratação do profissional nem da arrecadação dos valores.
Os pais, no entanto, questionam a postura da instituição, afirmando que o profissional realizava ensaios nas dependências da escola durante o horário de aula, o que, segundo eles, conferia credibilidade ao serviço prestado.
Bryan, ao ser procurado, informou ao Metrópoles que está disposto a resolver a situação e que está em negociação com os pais para reparar os danos. Ele ainda afirmou que foi contratado pela própria escola, durante uma conversa informal.
Por fim, ele diz que irá à delegacia por conta própria para colaborar com as investigações.
O QUE DIZ A ESCOLA
Em nota, o Colégio Objetivo lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às famílias envolvidas. A instituição informou que no final de abril foi comunicado que não haveria necessidade de contratação de coreógrafo, já que os professores de educação física estariam disponíveis para ajudar os alunos, como acontece tradicionalmente nos eventos.
De acordo com a escola, foi esclarecido que não realizaria, indicaria, intermediaria ou assumiria qualquer responsabilidade por eventuais contratações de coreógrafos, costureiras ou outros prestadores de serviços relacionados às apresentações. A instituição também afirmou que não participou da definição de modelos, não recebeu valores, não administrou pagamentos e não exerceu qualquer gestão sobre contratações feitas diretamente entre famílias e terceiros.
As famílias agora buscam o ressarcimento dos valores pagos ao suspeito. Alguns pais, inclusive, registraram boletim de ocorrência contra Bryan.
Os boletins, aos quais a coluna Na Mira teve acesso, mostram que o caso foi registrado como estelionato. A 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga está conduzindo o caso.
Em um dos relatos colhidos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a vítima relata que o coreógrafo afirmou que devolveria os valores para cada pai.
“Apenas fica na promessa e justificativas de que necessita realizar [um] levantamento dos valores para a devolução”, descreveu.
A vítima ainda relata que o pagamento ao suspeito só ocorreu porque tudo foi negociado dentro de um grupo criado pela coordenação da unidade de ensino.
Em outro boletim de ocorrência, a comunicante informou que ao ser cobrado pelos pais, o suspeito teria dito inicialmente que devolveria o valor integral, mas na segunda-feira (29/7), ele enviou uma mensagem no grupo fechado de comunicação dos pais mudando de postura, informando que os lesados deveriam “entrar na Justiça” se quisessem reaver o dinheiro.
COSTUREIRA VÍTIMA
A Diva Costuras, empresa contratada por Bryan para confeccionar o material, também afirma que foi vítima. Ela diz que recebeu apenas R$ 4 mil dos R$ 15 mil combinados. “Eram 38 peças masculinas e 54 femininas. Bryan disse que pagaria as peças depois do evento. Foi quando eu desconfiei que os pais já tinham pago [o valor para ele]”, relatou.
A profissional ainda relatou ao Metrópoles que o coreógrafo tinha providenciado os tecidos, mas que eram poucos e de baixa qualidade. “O tecido que ele trouxe era diferente do tipo de material solicitado pelos pais, inclusive de péssima qualidade. Precisei comprar mais pois o material era pouco”.
Ela ainda diz que depois de prontas, não entregou as peças, uma vez que não recebeu o pagamento pelo trabalho.
- Colaborou Isabella Wagner
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