Exposição inédita do Metrópoles explora a construção de Brasília com acervo exclusivo

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Cúpula do Museu Nacional da República, projetada por Oscar Niemeyer, refletida na água durante a exposição “Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo”. (Foto: Instagram)

A exposição "Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo", organizada pelo Metrópoles em colaboração com o Arquivo Público do Distrito Federal, promete oferecer uma nova perspectiva sobre a história da capital brasileira.

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A mostra estará em exibição de 6 de agosto a 4 de outubro no Museu Nacional da República, reunindo documentos históricos, fotografias, desenhos, projetos arquitetônicos, obras de arte e experiências imersivas.

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De acordo com o historiador Elias Manoel da Silva e o arquivista Hélio Júnior, um dos maiores desafios da exposição foi transformar um extenso acervo documental em uma narrativa acessível e surpreendente, mesmo para aqueles que já conhecem a história de Brasília.

DESAFIOS TÉCNICOS
No âmbito técnico, o principal desafio foi revisitar o acervo do Arquivo Público do Distrito Federal de uma maneira inédita. Com mais de quarenta anos de trabalho na preservação da memória documental da capital, a instituição já serviu de base para inúmeras pesquisas. Desta vez, a abordagem exigiu uma espécie de "escavação" detalhada.

“Não foi apenas uma questão de consultar documentos, mas de realizar uma curadoria temática transversal”, explicam os especialistas. Isso implicou analisar materiais quase individualmente, retirando-os de seus contextos originais para inseri-los em uma narrativa contemporânea.

Esse trabalho também demandou um esforço inédito de catalogação e preparação física de itens que, muitas vezes, estavam preservados apenas em seus suportes originais, sem terem sido pensados para exibição pública.

DESAFIOS DE CURADORIA
No campo da curadoria, o desafio foi equilibrar a objetividade da documentação histórica com a subjetividade da criação artística. A intenção era evitar que a mostra se tornasse apenas um inventário de arquivos, criando, em vez disso, uma experiência viva e imersiva.

Para alcançar esse objetivo, a curadoria estabeleceu diálogos entre diferentes suportes: de croquis de Lúcio Costa e plantas de Oscar Niemeyer a painéis de Athos Bulcão, passando por fotografias de Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Mário Fontenelle, e obras contemporâneas de artistas como Christus Nóbrega e o Coletivo Transverso.

“O grande mérito curatorial foi, portanto, selecionar peças como a caderneta da Missão Cruls (1892) ou os estudos de cores de Lúcio Costa, e colocá-las em conversa direta com as transformações da cidade”, disseram os profissionais.

A proposta foi assegurar que nenhum elemento que pudesse expandir a compreensão do público sobre a construção da utopia brasiliense fosse omitido.

O projeto é uma iniciativa do Metrópoles e do Arquivo Público do Distrito Federal, em parceria com a Fundação Athos Bulcão, o Escritório Oscar Niemeyer e a Casa de Arquitectura de Portugal.

Também reúne documentos e peças de instituições culturais do Distrito Federal, como o Museu de Arte de Brasília (MAB), a Universidade de Brasília (UnB) e o Museu Nacional da República, formando um amplo conjunto documental e artístico sobre a história da capital.

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