Zoológicos no Brasil usam cobertores e sopas para aquecer animais no frio

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Chimpanzé se aquece com manta improvisada em zoológico brasileiro (Foto: Instagram)

Em algumas regiões do Brasil, o frio chegou. Cobertores, roupas quentes e pratos quentes são as principais maneiras de nos aquecermos nesta época do ano. Mas como os animais se protegem? Na natureza, tudo depende dos recursos corporais e do ambiente em que vivem. No entanto, para os animais que vivem em zoológicos, os cuidadores adotam estratégias específicas para mantê-los aquecidos.

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Para garantir o bem-estar dos animais, ações simples e comuns em dias frios para os humanos são aplicadas. Em alguns zoológicos brasileiros, os animais recebem sopas, chás de ervas, aquecedores e cobertores, dependendo das necessidades específicas de cada espécie. Em alguns casos, há um reforço no isolamento térmico dos recintos.

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Todos os animais recebem cuidados para se protegerem do frio, mas espécies de climas tropicais e subtropicais, acostumadas a temperaturas mais altas, recebem atenção especial dos cuidadores. A ausência de adaptações corporais, como pelagens espessas ou camadas de gordura subcutânea, faz com que percam calor mais facilmente durante o frio. “Animais de climas tropicais sempre sofrem mais com a queda da temperatura ambiente. Eles são mais sensíveis e necessitam de maiores cuidados e atenção”, explica Marcos Traad, diretor técnico do BioParque do Rio de Janeiro.

“Os filhotes, por exemplo, merecem cuidados especiais porque ainda estão desenvolvendo a imunidade. Os animais geriátricos também exigem cuidados diferenciados, assim como acontece com os idosos humanos”, acrescenta a bióloga Mara Marques, do Zoo de São Paulo.

Chimpanzés, que têm semelhanças com humanos, são bastante afetados pelo frio. Os cuidadores oferecem cobertores para a noite, além de caldos e chás com ingredientes já presentes na dieta deles. “Tudo isso é preparado e supervisionado pela equipe técnica de biólogos, veterinários e zootecnistas do Zoo”, afirma o Zoológico de São Paulo em comunicado.

Girafas, micos-leões e jabutis-gigantes-de-aldabra, que preferem climas mais quentes, são mantidos em ambientes com clima controlado à noite, quando as temperaturas caem. Animais pecilotérmicos, como anfíbios e répteis, contam com aquecedores em seus abrigos. Devido ao ar seco do inverno, eles também recebem umidificadores e borrifação.

“Os répteis são um grupo mais sensível porque dependem muito da temperatura do ambiente para regular o metabolismo. Quando está muito quente, por exemplo, eles se expõem ao sol para se aquecer. Já em períodos de frio, nós providenciamos tanques com aquecimento para que consigam manter a temperatura corporal adequada”, explica a bióloga Mara.

Outro aspecto importante para manter a temperatura corporal dos animais é a alimentação: a digestão de nutrientes gera calor. Durante o frio, a dieta dos animais é ajustada para incluir alimentos mais calóricos, aumentando o ganho energético e o tecido adiposo, que ajuda a equilibrar a sensação térmica.

“Quando ocorre o oposto, em períodos de muito calor, ajustamos a dieta com alimentos mais leves, justamente para que o metabolismo do animal continue funcionando adequadamente sem excesso de reserva de gordura. O bem-estar faz parte de todas as nossas atividades ao longo do ano. Mas, no inverno, temos alguns cuidados extras”, conclui Mara.

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