
Flávio Bolsonaro em evento nos EUA ergue os braços vestindo a camisa da seleção brasileira. (Foto: Instagram)
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, tem sido seu próprio maior adversário, acumulando erros que geram críticas tanto de aliados quanto de sua madrasta Michelle. Ele tem se envolvido em uma série de ações desastrosas, desde mentiras sobre pagamentos de R$ 134 milhões para um filme sobre seu pai Jair, até cartas ao governo dos Estados Unidos que geraram polêmica.
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Em uma carta enviada em junho, Flávio prometeu uma equipe de transição para Donald Trump caso fosse eleito, recebendo elogios de Marco Rubio, mas muitas críticas no Brasil. Na última quinta-feira, ele pediu ao USTR para adiar novas tarifas de até 25% contra o Brasil, argumentando que estas ajudariam Lula, seu adversário, e citando os impactos negativos na economia americana antes de mencionar o Brasil.
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Nas 90 páginas preparadas para uma audiência no USTR, Flávio cedeu às exigências dos Estados Unidos, falando de corrupção sem mencionar seu próprio envolvimento financeiro com Vorcaro. Ele propôs mudanças no Mercosul e defendeu o Pix, mas sugeriu limitar seu uso em transações internacionais, afirmando falsamente que foi criado por seu pai, quando na verdade foi desenvolvido sob Michel Temer.
Um episódio curioso ocorreu no lançamento do Pix, quando Bolsonaro confundiu a ferramenta com um benefício na aviação civil, mostrando desconhecimento sobre o assunto. Flávio também reivindicou o crédito por uma decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas, mas foi surpreendido pelas sanções contra brasileiros ligados ao PCC, o que alertou a Polícia Federal.
A campanha de Flávio enfrenta desafios internos, como a ruptura de Michelle com ele e o PL Mulher, além de declarações misóginas de Paulo Figueiredo, seu assessor próximo. Flávio está novamente nos Estados Unidos, e seus apoiadores esperam que ele se concentre nas eleições no Brasil, especialmente em estados onde ainda não tem apoio consolidado.
Faltando menos de 100 dias para a eleição, a campanha de Flávio está centrada nos Estados Unidos, com uma frase humorística circulando nas redes sociais: "Em outubro, o Brasil terá de escolher entre Lula e Marco Rubio."
Mary Zaidan é jornalista







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