
Flávio e Eduardo Bolsonaro transmitem ao vivo nos EUA com a camisa da seleção (Foto: Instagram)
Nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou, neste domingo (5/7), uma transmissão ao vivo ao lado de seu irmão Eduardo Bolsonaro, deputado cassado. O tema foi o jogo da seleção brasileira contra a Noruega e sua agenda em Washington.
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O pré-candidato à Presidência declarou que participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na terça-feira (7/7). Durante a transmissão, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de estar por trás do novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros.
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“O presidente da República simplesmente lavou as mãos. Ele é o único no mundo que quer essa tarifação para as empresas brasileiras porque ele acha que vai ter algum retorno político. E todos os itens que estão sendo levados em consideração para saber se vão colocar a tarifa ou não, entre eles, é a corrupção. E claramente sabemos que o governo não combate a corrupção”, declarou.
A audiência será conduzida por Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA. Na última quinta-feira (2/7), o parlamentar enviou um ofício ao governo norte-americano solicitando o adiamento do tarifaço sobre produtos brasileiros. Ele argumentou que a aplicação do tarifaço poderia favorecer Lula na corrida eleitoral.
“Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro justamente pela estratégia que ele tem adotado: obstaculizar negociações sérias, provocar retaliações por parte de Washington e, em seguida, transformar essa retaliação em uma vitória política interna”, afirmou no documento.
O relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA acusa o Banco Central do Brasil de práticas comerciais desleais, discriminando empresas americanas. O documento preliminar destaca que políticas brasileiras sobre comércio digital, desmatamento ilegal e propriedade intelectual afetam as transações norte-americanas, além de criticar o sistema Pix.
Foi estabelecido o prazo de 15 de julho para que o Brasil adote medidas corretivas antes da aplicação definitiva das taxas. A proposta impõe taxação sobre todas as mercadorias brasileiras, mas exclui bens estratégicos para a economia dos EUA, como produtos agropecuários, petróleo, minérios, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.







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