
Dólar cai a R$ 5,13 e Ibovespa recua (Foto: Instagram)
O dólar registrou uma queda de 0,70% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,13 nesta segunda-feira (6/7). O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou com baixa de 0,93%, atingindo 172,2 mil pontos.
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Durante a sessão, os investidores acompanharam as alterações na previsão de inflação no Brasil para este ano, além de novos dados sobre o setor de serviços nos Estados Unidos.
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Os mercados de câmbio e ações também estavam atentos ao discurso do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em Washington. Flávio deve discursar nesta terça-feira (7/7) em uma audiência sobre uma investigação americana que pode levar à imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.
No Brasil, o Boletim Focus, uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com economistas de mercado, indicou nesta segunda-feira uma alteração na expectativa de inflação para 2026, que caiu de 5,33% para 5,30%.
Há uma semana, esse número estava estável em 5,33%. Antes disso, houve 15 aumentos consecutivos nas projeções, principalmente devido às incertezas geradas pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
PETRÓLEO
O conflito, entretanto, mostra sinais de diminuição, exercendo menos influência sobre a formação dos preços dos ativos globais. Assim, o preço do petróleo vem mostrando sinais de estabilidade — ou até mesmo de queda —, apesar de ainda apresentar oscilações.
Nesta segunda-feira, o preço da commodity caiu após um comunicado divulgado no domingo (5/7) pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
A entidade anunciou um novo aumento na cota de produção de petróleo, elevando a oferta do produto no mercado global. A produção aumentará em 188 mil barris por dia a partir de agosto de 2026.
No fim da sessão, os contratos de curto prazo do barril do tipo Brent, referência internacional, caíram 0,18%, para US$ 71,99. O tipo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuou 0,39%, para US$ 68,55. Com isso, os valores retornaram aos níveis anteriores ao conflito, iniciado em 28 de fevereiro.
JUROS NOS EUA
Num dia sem muitos eventos no Brasil, além do Boletim Focus, o mercado voltou suas atenções para os Estados Unidos. Os investidores acompanharam, por exemplo, as declarações de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
O Fed possui um duplo mandato que inclui o controle da inflação e a observação do mercado de trabalho. Waller destacou que a inflação elevada é o principal risco enfrentado pelo BC atualmente.
“Há um ano, eu era a favor de cortes nos juros porque o mercado de trabalho não parecia estar bem”, afirmou. “Esses riscos mudaram completamente agora. O mercado de trabalho parece estar se estabilizando. A inflação está subindo. Portanto, isso altera a forma de pensar sobre a política monetária.”
SERVIÇOS
Nos EUA, o Índice de Gerentes de Compras do setor de serviços apresentou informações mistas. Ele caiu de 54,5 em maio para 54,0 em junho. Um valor acima de 50 pontos indica crescimento no segmento, que representa mais de dois terços da atividade econômica dos EUA. Ou seja, houve uma desaceleração na atividade.
Por outro lado, o levantamento mostrou que o mercado de trabalho se recuperou após três meses consecutivos de queda. O índice referente ao emprego no setor de serviços subiu de 47,9 em maio para 51,2.
ANÁLISE
Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, acredita que o real se valorizou em relação ao dólar, impulsionado pela valorização de commodities como soja e minério de ferro e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial.
“Externamente, os indicadores de serviços nos EUA vieram abaixo do esperado, reforçando a percepção de que a economia americana está perdendo ritmo após o 'payroll' (informações sobre o mercado de trabalho) fraco de junho, o que reduz as apostas de novos aumentos de juros do Fed”, afirma.
O espaço para uma queda mais significativa do dólar, segundo o analista, é limitado pelo fortalecimento da moeda americana no exterior, num ajuste após o feriado de sexta-feira nos EUA (quando os americanos celebraram a Independência).
AUDIÊNCIA
Kayo também destaca que o mercado aguarda o resultado das audiências no USTR. O encontro ocorre em meio a um clima eleitoral tenso. A previsão é que Flávio Bolsonaro fale por cinco minutos na reunião, que acontece em Washington.







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