
Orador em evento oficial segurando microfone diante de bandeiras nacionais (Foto: Instagram)
O governo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares entre janeiro e a primeira semana de julho deste ano. Este montante representa o maior valor já destinado a deputados e senadores durante um ano eleitoral.
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Desde o último sábado (4/7), com o início do período de defeso eleitoral, o governo está proibido de realizar repasses de emendas. Este período, que começa três meses antes das eleições, impõe uma série de restrições aos agentes públicos para evitar a influência sobre o eleitorado.
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Conforme dados do Siga Brasil, um sistema do Senado Federal que compila informações orçamentárias desde 2015, os repasses deste ano superam os registrados nos últimos cinco ciclos eleitorais, tanto em eleições gerais quanto municipais.
Os valores liberados foram: R$ 33,89 bilhões em 2026, R$ 29,40 bilhões em 2024, R$ 23,70 bilhões em 2022, R$ 15,54 bilhões em 2020, R$ 6,88 bilhões em 2018 e R$ 1,41 bilhão em 2016.
O desembolso até agora em 2026 representa 75,3% do total pago em 2025, quando as emendas somaram R$ 44,97 bilhões. Comparando com 2022, ano da última eleição presidencial, o valor atual é 20,9% superior, já que naquele ano foram pagos R$ 28,04 bilhões.
TIPOS DE EMENDAS PAGAS NESTE ANO
Dos R$ 33,89 bilhões liberados em 2026, R$ 18,55 bilhões correspondem a emendas individuais, alocadas diretamente por deputados e senadores. As emendas de comissão somaram R$ 7,68 bilhões, enquanto as de bancada estadual chegaram a R$ 7,28 bilhões.
Além disso, foram pagos R$ 386,05 milhões em emendas de relator-geral. Este tipo de recurso, conhecido como orçamento secreto, foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022 para despesas discricionárias, mas valores remanescentes de anos anteriores ainda estão sendo pagos.
DEFESO ELEITORAL
Desde o último sábado (4/7), as regras do defeso eleitoral estão em vigor. Nesse período, agentes públicos enfrentam restrições mais severas, especialmente em relação à publicidade institucional.
Candidatos não podem participar de inaugurações de obras públicas ou eventos de divulgação governamental. As medidas visam impedir o uso da máquina pública para fins eleitorais e são aplicadas três meses antes do primeiro turno, agendado para 4 de outubro, com exceções apenas para casos de necessidade pública urgente.
Durante este período, a legislação também limita o pagamento de emendas e outras transferências voluntárias da União. Além disso, é proibida a transmissão de pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e TV, salvo em casos de urgência ou relevância, conforme decisão da Justiça Eleitoral.
Órgãos públicos devem remover de seus sites e redes sociais qualquer conteúdo que possa associar ações institucionais a autoridades ou gestões em disputa, incluindo nomes, símbolos, slogans ou imagens. Também é vedada a contratação de shows artísticos com recursos públicos.







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