Resistência de Marília Campos força PT a considerar “plano C” em Minas Gerais

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PT busca ‘plano C’ para disputa em Minas Gerais (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – O Partido dos Trabalhadores enfrenta dificuldades em encontrar um candidato para disputar o governo de Minas Gerais e oferecer apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse estado crucial.

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O “plano A” do partido fracassou após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) recusar a missão, e o “plano B” também enfrenta problemas, já que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), resiste à ideia de trocar uma candidatura ao Senado por uma disputa mais complexa pelo governo. Assim, o partido busca um “plano C”, mas a tarefa não é fácil.

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Embora uma conversa entre Lula e Marília esteja prevista, há um consenso interno de que nem mesmo um pedido do presidente a faria mudar de ideia. Marília argumenta que não seria uma boa estratégia trocar uma candidatura promissora ao Senado por um desafio maior como a disputa pelo governo mineiro.

Dessa forma, líderes petistas já se movimentam para sugerir diferentes alternativas para a campanha ao Palácio Tiradentes, mesmo que a posição oficial do partido seja aguardar a decisão final do presidente e da ex-prefeita.

Mesmo que Marília não seja escolhida, o PT mantém a decisão de ter uma candidatura própria ao governo de Minas, sem apoiar candidatos de outros partidos. Interlocutores do partido afirmam que, na ausência de Marília, os favoritos são os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, que tiveram bom desempenho em uma pesquisa interna.

Ainda assim, há receios de que, como ambos foram bem votados na última eleição para a Câmara dos Deputados, a ausência deles possa enfraquecer a presença do partido na Casa. No entanto, Reginaldo não descarta a possibilidade de concorrer, caso seja escolhido por Lula, já tendo demonstrado interesse em cargos majoritários.

Correia, por sua vez, declarou que não recusaria um pedido de Lula, mas há preocupações sobre o impacto disso na presença do partido na Câmara. Outros nomes, como a ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada estadual Macaé Evaristo, também foram mencionados como alternativas viáveis.

O ex-prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira, foi bem avaliado internamente, mas é considerado um político de menor expressão para uma campanha tão grande. O ex-deputado estadual André Quintão também foi mencionado, mas a intenção é que ele recupere a base para retornar ao Legislativo estadual.

Apesar do PT ter decidido lançar uma candidatura própria, alguns membros do partido consideram a possibilidade de apoiar um candidato de outra legenda. Neste cenário, o nome mais cotado é o de Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, que ganha apoio dentro da militância, apesar da resistência inicial.

Mesmo assim, há quem defenda a candidatura própria do PT. “Fazer uma aliança pressupõe uma soma. Se vamos construir uma candidatura do zero, é melhor que seja a nossa do que a de alguém sem tanta expressão eleitoral”, afirmou um membro do partido.

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