Pesquisa destaca personalidade como fator de longevidade em zonas azuis

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Casal idoso dança com alegria em casa, refletindo a vitalidade das Zonas Azuis (Foto: Instagram)

As zonas azuis são regiões do mundo conhecidas pela alta concentração de centenários e idosos com excelente qualidade de vida. Essas áreas são amplamente estudadas, e os cientistas identificaram semelhanças, especialmente na dieta dos habitantes locais. Contudo, um estudo recente aponta que a personalidade dos moradores também desempenha um papel crucial na longevidade.

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A pesquisa, divulgada no início de julho na revista International Journal of Applied Positive Psychology, indica que indivíduos organizados e planejadores, altruístas e compassivos, além de abertos a novas experiências, tendem a viver mais.

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O estudo comparou dois grupos de idosos, ambos com idade média de 80 anos. Um grupo reside na zona azul da Sardenha, enquanto o outro vive em uma área próxima, mas com menos centenários. Todos os participantes passaram por avaliações de eficiência cognitiva, personalidade, qualidade de vida e bem-estar psicológico, e os cientistas destacam que os perfis culturais e socioeconômicos dos voluntários são semelhantes.

A pesquisa revelou que a longevidade dos idosos está associada à maneira como lidam com problemas. Considerando o nível de escolaridade e a idade, os pesquisadores descobriram que aqueles que vivem mais na zona azul têm estratégias eficazes para enfrentar problemas diários, conseguem expressar emoções e compreender seus sentimentos.

Os idosos longevos da zona azul relataram maior satisfação com suas relações sociais e participavam de atividades que estimulam o cérebro. “Esses resultados sugerem que a combinação de traços de personalidade adaptativos e recursos de enfrentamento promove um estilo de vida mais ativo, oferecendo insights sobre os mecanismos de um envelhecimento bem-sucedido”, afirmam os cientistas no estudo.

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