Mulher em situação de rua lança papel com fezes em condomínio no DF; veja vídeo

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Mulher em situação de rua lança papéis sujos no pilotis do edifício (Foto: Instagram)

Uma cena constrangedora e inusitada deixou os moradores do Bloco A da Quadra 1211, no Cruzeiro Novo (DF), indignados. Uma mulher em situação de rua atirou pedaços de papel higiênico e uma embalagem de biscoito, ambos sujos de fezes, no pilotis do prédio. O incidente ocorreu na última segunda-feira (6/7).

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Imagens capturadas por uma câmera de segurança do edifício mostram o momento em que a mulher se aproxima das grades, passa a mão por um dos vãos e lança os materiais. Em seguida, ela deixa o local.

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A síndica do bloco, Cacau Belliene, relatou ao Metrópoles que, ao revisar a gravação, identificou a autora como uma pessoa em situação de rua que costuma frequentar a área, inclusive interagindo com o porteiro e moradores.

Quando fui conversar, junto ao subsíndico, ela foi extremamente ríspida. Perguntei o porquê e ela afirmou que o zelador a havia insultado. Contudo, ele sempre foi prestativo, até mesmo oferecendo água gelada quando ela pedia”, explicou.

Ela tentou acalmar a situação, dizendo à mulher que, caso ocorresse novamente, deveria procurá-la. “Mas ela rebateu, dizendo que, se se sentisse ameaçada, faria novamente.”

A síndica então decidiu chamar a Polícia Militar (PMDF), que, segundo ela, chegou rapidamente ao local. “Eles conversaram com a senhora e, após isso, ela recolheu seus pertences e deixou a área, não permanecendo mais nas proximidades do condomínio”, comentou.

Cacau Belliene criticou a fragilidade atual na ação policial em casos envolvendo pessoas em situação de rua. “Isso se deve, em parte, às limitações legais e diretrizes que restringem a capacidade de ação imediata das forças policiais”, avaliou.

Anteriormente, a polícia tinha maior liberdade para intervir e resolver essas ocorrências. Hoje, a ação está condicionada ao registro de boletins de ocorrência, o que tem se mostrado ineficaz”, observou a síndica.

Ela destacou que, frequentemente, após denúncias dos moradores, o processo resulta na liberação imediata da pessoa em situação de rua.

“Eles retornam à nossa área e começam a intimidar a comunidade. Como resultado, nos sentimos reféns dessa insegurança, sem mecanismos eficazes de proteção ou resposta por parte do poder público”, ressaltou.

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