Putin anuncia subsídios para enfrentar crise de combustível na Crimeia

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Putin anuncia subsídios para amenizar crise de combustíveis na Crimeia (Foto: Instagram)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou que o governo conceda subsídios para diminuir os preços dos combustíveis na Crimeia, território ucraniano sob controle russo desde 2014.

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A decisão foi comunicada em meio a uma crise de abastecimento gerada pela intensificação dos ataques ucranianos com drones a rotas logísticas, infraestrutura energética e instalações militares associadas à região.

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Durante um encontro com membros do governo na terça-feira (8/7), Putin instruiu o vice-primeiro-ministro, Alexander Novak, a discutir o assunto com o Ministério das Finanças e a acelerar a liberação dos fundos necessários.

O líder do Kremlin destacou que o fornecimento para as forças de segurança e órgãos governamentais deve ser garantido, sem que a população sofra com os efeitos da crise. O problema de escassez de combustíveis agravou-se nas últimas semanas após a Ucrânia intensificar seus ataques a alvos estratégicos russos. A Crimeia, um dos principais pontos logísticos de Moscou, enfrenta falta de gasolina, apagões e dificuldades no fornecimento de alimentos.

No mesmo dia em que Putin anunciou os subsídios, o governo russo declarou que suspenderá as exportações de óleo diesel até, pelo menos, o final de julho, visando priorizar o mercado interno.

Mikhail Razvozhayev, governador interino de Sebastopol, admitiu que a situação ainda está longe de se normalizar. Ele afirmou que um "grande esforço" envolvendo as Forças Armadas está em andamento para mitigar a crise, mas a cidade está recebendo apenas cerca de um terço da demanda diária de combustível.

A crise é resultado da estratégia de Kiev de atingir a infraestrutura que sustenta a campanha militar russa. De acordo com o Ministério da Defesa da Ucrânia, os ataques visam diminuir o "potencial militar-econômico do Estado agressor". Desde o início da nova ofensiva, 11 refinarias russas, sete instalações logísticas de combustíveis, centros de comunicação espacial, navios e balsas foram atacados.

Na Crimeia, a Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia relatou ter destruído um radar de vigilância, seis aviões-tanque, duas locomotivas de carga, três vagões-cisterna de combustível e equipamentos militares transportados por um comboio. Robert Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, conhecido como "Madyar", afirmou que drones ucranianos atacaram, durante três noites, 35 petroleiros, cargueiros e embarcações especiais no Mar de Azov, usados para transportar combustível para a Crimeia.

A Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, ainda é reconhecida internacionalmente como parte da Ucrânia. A península abriga a Frota Russa do Mar Negro, com base em Sebastopol, e tornou-se um dos principais centros logísticos para o envio de armas e suprimentos às tropas russas desde o início do conflito. A ponte que conecta a Crimeia ao território russo, essencial para o abastecimento da região, também foi alvo de ataques ucranianos, complicando ainda mais a logística de Moscou e contribuindo para a atual crise de combustíveis e energia.

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