STF mantém prisão de Márcio Canella, que será transferido para Bangu 8

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Ex-prefeito Márcio Canella, após decisão do STF que confirmou sua prisão. (Foto: Instagram)

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta quarta-feira (8/7) a prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. A decisão foi divulgada pelo Metrópoles.

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Canella foi detido na 6ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, após um fuzil ser encontrado em seu carro. Com a prisão mantida, ele será levado para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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A Polícia Federal informou que a arma foi achada durante o cumprimento dos mandados da operação. Canella negou ser o dono do fuzil.

A prisão ocorreu durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro através de postos de combustíveis e a participação de agentes públicos na organização criminosa.

Inicialmente, Canella era alvo apenas de mandados de busca e apreensão, mas foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito quando a polícia encontrou um fuzil em seu carro. Na sua casa, outras armas, munições e relógios de luxo também foram apreendidos.

A investigação também mira o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A Operação Unha e Carne começou a partir de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf, que detectou movimentações acima de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, envolvendo a rede de postos investigada.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em 19 locais na capital e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Na operação, foram apreendidos 11 veículos de luxo, incluindo uma Mercedes-Benz avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, e aproximadamente R$ 800 mil em espécie em uma empresa de Niterói. Um policial militar também foi preso por porte ilegal de arma.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Os suspeitos podem responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.

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