
Sandra Goulart em coletiva para discutir pré-candidatura do PT em Minas Gerais (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O PT enfrenta dificuldades em Minas Gerais para lançar uma candidatura ao governo estadual e oferecer um palanque para Lula nas eleições. Com o prazo apertado, o partido aposta no nome de Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como candidata. Segundo petistas, sua vantagem é não ter histórico negativo nem rejeição.
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O desafio é que Sandra Goulart ainda não é tão conhecida quanto outros nomes que foram considerados, o que levanta dúvidas sobre sua competitividade em um estado tão relevante.
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Diferente das tentativas anteriores do PT, Goulart está disposta a concorrer, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dê seu aval. Reginaldo Lopes, deputado federal responsável por sua filiação, é um de seus principais apoiadores. Apesar de algumas resistências entre líderes petistas em Minas, ela é bem vista internamente.
Fontes afirmam que cresce dentro do PT mineiro a percepção de que Sandra Goulart é uma solução viável, após uma série de recusas que a direção estadual enfrentou.
O RADAR DO PT PARA O GOVERNO DE MG
- Rodrigo Pacheco recusou convite de Lula
- Marília Campos manteve a pré-candidatura ao Senado
- Patrus Ananias e Macaé Evaristo priorizam a reeleição como deputados
- Sandra Goulart desponta como alternativa
- Lula terá a palavra final sobre a candidatura
Desde que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) rejeitou a proposta de concorrer ao governo, o PT considerou Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, que insistiu em disputar o Senado. Com essas respostas, a direção buscou outra alternativa. Patrus Ananias e Macaé Evaristo, mesmo sem convites oficiais, deixaram claro que desejam focar na reeleição.
O deputado federal Paulo Guedes se apresentou como opção, mas não empolgou os correligionários. Já os deputados Rogério Correia e Reginaldo são vistos como importantes puxadores de votos para a Câmara e preferem não arriscar uma candidatura ao governo.
ACORDO NACIONAL PODE MUDAR OS PLANOS
Um acordo entre PT e MDB nacionais pode ser retomado se Lula não aprovar a solução interna. A aliança, já em andamento, foi pausada após o diretório estadual do PT se opor. A avaliação local é que uma solução interna é mais vantajosa do que apoiar um político externo.
Há também o receio de que Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte e pré-candidato, ganhe força para disputar a prefeitura em 2028, caso não seja eleito agora, potencialmente fortalecendo um futuro adversário do PT.







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