
Navio cargueiro no Estreito de Ormuz em meio à tensão entre Irã e EUA (Foto: Instagram)
O governo iraniano reafirmou neste domingo (12/7) que o tráfego no Estreito de Ormuz está bloqueado, contestando as alegações dos Estados Unidos sobre a situação na rota marítima estratégica. O Comando Central dos EUA havia afirmado que a passagem está aberta e que Teerã não tem controle sobre a mesma.
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A resposta do Irã foi divulgada pela Autoridade de Gestão da Via Marítima do Golfo Pérsico, criada em maio deste ano para regular o tráfego no Estreito de Ormuz. A agência anunciou a suspensão temporária da análise de pedidos de trânsito.
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Em comunicado, a autoridade informou que, devido às ações militares dos EUA na região, a passagem pelo estreito está inviabilizada. Assim que a situação se estabilizar, os pedidos serão revisados e as autorizações concedidas conforme o cronograma.
A nota do Irã responsabiliza diretamente as operações militares dos EUA pela interrupção do tráfego, reiterando sua posição desde que anunciou o fechamento do estreito após novos ataques americanos a alvos iranianos.
No sábado (11/7), o Centcom relatou ter atingido 140 alvos militares iranianos, totalizando mais de 300 instalações atacadas em três noites de operações. Os EUA afirmam que a ofensiva visa reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz.
Após os ataques, a Guarda Revolucionária do Irã declarou o fechamento da via marítima por tempo indeterminado, disparando tiros de advertência contra embarcações em rotas não autorizadas e afirmando que nenhuma passagem seria permitida durante as operações.
Momentos antes, o Centcom negou o fechamento do estreito, afirmando que o tráfego segue normal. Segundo o comando, as forças americanas estão prontas para garantir a liberdade de navegação, afirmando que o Irã não controla o estreito e que o tráfego está fluindo.
Nos últimos dois meses, as forças dos EUA facilitaram a passagem de mais de 800 navios e aproximadamente 400 milhões de barris de petróleo bruto.







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