
Diarista indiciada por duplo latrocínio de casal em BH (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação e indiciou Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, por duplo latrocínio, que é o roubo seguido de morte, envolvendo o advogado Cláudio Atála Inácio, de 76 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Atala, de 75 anos.
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Além da diarista, quatro pessoas foram indiciadas por receptação qualificada após adquirirem bens roubados do apartamento das vítimas. Eles se apresentaram à polícia e devolveram os itens, mas ainda poderão responder por tê-los comprado de Paola. A colaboração pode resultar em pena reduzida.
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“No decorrer das investigações, eles se apresentaram voluntariamente à PCMG, acompanhados por advogados, alegando desconhecer a origem ilícita dos objetos e os devolveram. Assim, poderão ter a pena reduzida por arrependimento posterior, conforme o art. 16 do Código Penal”, informa a PCMG.
Parte dos itens roubados do casal foi recuperada na casa da investigada e devolvida. Entre os itens estão R$ 18,8 mil em dinheiro, 14 relógios, dois celulares, oito frascos de perfume, diversos acessórios, 11,2 gramas de ouro fundido, dois pares de tênis, dois casacos e outras roupas.
Agora, o Ministério Público avaliará o inquérito para decidir se apresentará denúncia contra os indiciados. Caso o faça, a Justiça determinará se eles se tornarão réus.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o crime foi planejado, pois Paola teria entrado no apartamento com a intenção de roubar. “A investigada tem um histórico de usar medicamentos sedativos para diminuir a resistência das vítimas, método que também foi utilizado contra o casal, além da violência física”, diz a PCMG.
No dia do crime, Paola trabalhava pela primeira vez no apartamento das vítimas, após ser indicada por um parente do casal, para quem prestava serviços regularmente. O parente, que prestou depoimento, afirmou estar abalado e culpado por ter indicado Paola, apesar de nunca ter tido problemas com ela antes.
Em uma coletiva de imprensa em 3 de maio, o parente mencionou que Paola tinha “mudado de comportamento” recentemente. Ele também relatou que ela ligou no dia do crime, afirmando que Maria Clotilde estava passando mal, mas ele optou por não verificar a situação.
As investigações revelaram que Paola entrou no prédio por volta das 7h30 da segunda-feira (29/6) com uma bolsa e saiu cerca de oito horas depois, às 15h30, vestindo roupas diferentes e carregando duas sacolas grandes e uma bolsa reconhecida como de Maria Clotilde.
A perícia apontou que Cláudio e Maria Clotilde foram mortos com múltiplos golpes de faca. A violência empregada sugere extrema crueldade, além de ser incompatível com uma reação durante um roubo.
Após o crime, a suspeita passou cerca de dois dias entre Belo Horizonte e Itabira, hospedando-se em um hotel na Savassi, frequentando restaurantes, usando aplicativos de transporte e vendendo joias roubadas.
Paola foi presa na madrugada de 2 de julho em um hotel de Itabira durante uma operação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Ela estava com seu filho de 6 anos e planejava fugir para o Rio Grande do Sul.
“Durante a ação, foram apreendidos R$ 18,8 mil, celulares, joias, semijoias, embalagens de relógios e joias, bolsas, perfumes, roupas, óculos e uma faca. Também foram encontrados 165 comprimidos de um medicamento sedativo com a investigada”, informa.
A reconstituição do crime no apartamento foi um dos passos finais do inquérito antes do indiciamento. Paola participou da reconstituição e foi hostilizada por vizinhos e populares, sendo chamada de “assassina” e “vagabunda”.
Durante as investigações, outras pessoas relataram ao Depatri que também foram vítimas da diarista. “Foram contabilizados outros quatro crimes, praticados da mesma forma, dopando clientes”, relatou a PCMG em nota.







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