
Senador Cleitinho Azevedo durante discurso no plenário (Foto: Instagram)
A indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais está complicando as estratégias dos adversários e dificultando a formação de alianças. Com o prazo para a definição das chapas se aproximando, a tensão entre os políticos mineiros aumenta, levando-os a buscar alternativas.
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Cleitinho lidera amplamente todas as pesquisas de intenção de voto, transformando a eleição mineira em dois cenários distintos: um com ele como candidato e outro completamente diferente sem sua participação, o que ainda é uma possibilidade. Seus concorrentes estão de olho nos votos que podem conquistar caso Cleitinho decida não concorrer.
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Mateus Simões (PSD), pré-candidato à reeleição, que desde o início da pré-campanha defende a união da direita em torno de seu nome, começou a criticar mais intensamente a possibilidade de Cleitinho entrar na disputa. Durante um almoço com empresários mineiros no Mercado Central, em Belo Horizonte, na sexta-feira (10/7), Simões afirmou que, independente do resultado, a candidatura de Cleitinho pode prejudicar sua carreira política.
Simões argumentou: "Se ele se candidata e perde, é um desastre para sua vida política. Se ele se candidata e ganha, também é problemático, pois não há condições financeiras para cumprir os compromissos que ele tem anunciado", destacou.
O governador seguiu criticando: "Ele acredita em isenções de impostos e aumentos salariais que, se implementados, quebrariam o estado de Minas Gerais."
Simões esperava atrair o apoio de Cleitinho, do Partido Liberal (PL) e dos bolsonaristas. Para isso, acompanhou uma visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a Belo Horizonte em 2025, aproximando-se de figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Apesar das tentativas, a direção estadual do PL considera inviável uma aliança com Simões devido à sua ligação com Romeu Zema (Novo) e ao fato de ser filiado ao PSD, que apoia Ronaldo Caiado. O objetivo é encontrar um palanque para Flávio Bolsonaro (PL).
O PL enfrenta um dilema enquanto aguarda a decisão de Cleitinho. O plano inicial era tê-lo como candidato ao governo com o apoio do PL, oferecendo palanque a Flávio Bolsonaro em Minas. Com o tempo se esgotando e sem uma resposta de Cleitinho, cresce a defesa de uma candidatura própria de Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim.
Uma alternativa discutida foi lançar Cleitinho e Medioli em chapas separadas, ambos apoiando Flávio. No entanto, Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos, afirmou que, se o PL lançar um candidato, Cleitinho fará campanha de forma independente.
O temor de que Flávio não tenha um palanque forte em Minas levou o PL a considerar outras opções. Enquanto alguns ainda esperam uma resposta positiva de Cleitinho, outros defendem a candidatura de Medioli. A ideia de lançar ambos como candidatos para apoiar Flávio não foi bem recebida pelo Republicanos, que declarou que Cleitinho seguiria com uma campanha independente caso o PL apresentasse um candidato ao Palácio Tiradentes.







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