Delegado confirma que diarista agiu sozinha em assassinato de casal em BH

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Imagens de segurança mostram a suspeita saindo com sacolas após o crime em Belo Horizonte (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – Em uma entrevista concedida nesta terça-feira (14/7), o delegado Gustavo Barletta, da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou que a diarista responsável pela morte do casal Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala, de 76 anos, em Belo Horizonte, agiu por conta própria.

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No início das investigações, houve suspeitas sobre a possível participação de um motorista de um carro de luxo que estava nas proximidades da casa dos idosos, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. O motorista permaneceu no local por alguns minutos até que a diarista saísse no veículo, mas sua participação foi descartada.

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“Foi completamente esclarecido que esse carro não tem qualquer relação com a criminosa. Ele é um motorista de aplicativo, um trabalhador que estava lá esperando durante o Jogo do Brasil, com poucas corridas. Ele estava aguardando uma chamada enquanto assistia ao jogo. Portanto, a participação do veículo na fuga de Paola está completamente descartada”, explicou o delegado.

Além disso, conforme o delegado, a diarista não recebeu nenhuma informação privilegiada sobre a vida do casal ou os bens na residência que pudesse indicar a participação de outra pessoa.

A conclusão do inquérito sobre a morte do casal Cláudio Atala, de 76 anos, e Maria Clotilde Atala, de 75 anos, levou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) a indiciar, além da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, outros quatro homens por receptação qualificada, por terem adquirido os objetos que Paola roubou após o crime no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

Os homens alegaram aos investigadores que desconheciam a origem ilícita dos produtos adquiridos.

SOBRE O CRIME
As investigações indicam que Paola entrou no prédio por volta das 7h30 do dia 29 de junho, carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, ela saiu do prédio vestindo roupas diferentes e levando duas sacolas grandes e uma bolsa reconhecida pelos familiares como sendo de Maria Clotilde.

A perícia revelou que Cláudio foi morto com aproximadamente 43 facadas e Maria Clotilde com cerca de 15. Para a Polícia Civil, a violência empregada não condiz com uma reação isolada durante um roubo e demonstra extrema crueldade. Após deixar o apartamento, a suspeita passou cerca de dois dias entre Belo Horizonte e Itabira. Nesse período, hospedou-se em um hotel na Savassi, fez refeições em restaurantes, utilizou carros de aplicativo, realizou compras e vendeu joias roubadas da casa das vítimas.

PRISÃO
Paola foi presa na madrugada do dia 2 de julho, em um hotel de Itabira, região Central do estado, durante uma operação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Ela estava acompanhada do filho de 6 anos. As investigações indicaram que ela planejava fugir para o estado do Rio Grande do Sul.

“Durante a operação, os policiais apreenderam, entre outros itens, R$ 18,8 mil, celulares, joias, semijoias, embalagens de relógios e joias, bolsas, perfumes, roupas, óculos e uma faca. Também foram encontrados 165 comprimidos de um medicamento sedativo em posse da investigada”, informou.

RECONSTITUIÇÃO DA MORTE NO APARTAMENTO
A reconstituição no apartamento onde ocorreu o crime foi uma das etapas finais do inquérito da PCMG, antes do indiciamento por duplo latrocínio. Paola Stefany optou por participar da reconstituição e, ao chegar ao local, foi hostilizada por vizinhos e populares que passavam por lá. Ela foi chamada de “assassina” e “vagabunda”.

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