Mulher que tentou roubar bebê de hospital fez algo inacreditável para recebê-lo

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A técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, presa após tentar retirar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), já mantinha um quarto preparado para receber um bebê em sua residência. Segundo a Polícia Civil, o local tinha berço, banheira, fraldas e roupas infantis quando foi vistoriado pelos investigadores.

De acordo com o delegado Hugo Alcântara, os objetos foram encontrados durante as diligências realizadas após a prisão da suspeita. A polícia também informou que parentes de Auricélia acreditavam que ela estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.

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A prisão ocorreu depois que a técnica de enfermagem foi suspeita de tentar deixar a maternidade com uma recém-nascida. À Rede Clube, Daniela Beatriz, tia da criança, afirmou que encontrou a sobrinha dentro da bolsa da investigada.

Segundo Daniela, ela acompanhava a irmã após o parto quando foi abordada por uma mulher vestida de forma semelhante às demais enfermeiras da unidade, que se ofereceu para realizar os testes da orelhinha e do pezinho da bebê.

A tia contou que foi orientada a esperar do lado de fora de uma sala enquanto a mulher entrava com a recém-nascida. “Ela disse: ‘Olha, eu vou entrar aqui, mas você tem que ficar aí fora, pois não podem te ver aqui. Sente ali no banquinho que eu já venho com ela’. Ela já estava com essa bolsa grande de lado e preta. Eu dei a neném pra ela, mas já sentindo uma coisa ruim”, afirmou.

Pouco tempo depois, Daniela afirmou que percebeu a mulher deixando o local com roupas diferentes e decidiu abordá-la. “Quando vi ela já estava saindo com a bolsa na frente, com uma roupa completamente diferente, cabelo solto e óculos, mas já dava pra perceber que ela estava com cuidado. Eu puxei a bolsa e vi a neném, bem quietinha”, revelou.

Em depoimento, Auricélia preferiu permanecer em silêncio.

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A defesa informou, por meio de nota, que a técnica de enfermagem foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.

O delegado responsável pelo caso afirmou, no entanto, que a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos. Segundo a Polícia Civil, Auricélia teria agido sozinha.

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