Carlos Portinho afirma ter “CPF próprio” e se lança como pré-candidato ao Senado pelo RJ

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Senador Carlos Portinho anuncia pré-candidatura à reeleição (Foto: Instagram)

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), declarou nesta quinta-feira (16/7) ao Agora, Metrópoles, que não tem "rabo preso" ao anunciar sua candidatura à reeleição como senador pelo Rio de Janeiro. Portinho foi indicado como pré-candidato do PL no estado após escândalos abalarem a chapa que havia sido montada pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em seu reduto eleitoral.

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Portinho comentou que enxerga os problemas que afetaram a chapa como algo natural. "O período de pré-campanha é o momento de construir candidaturas, é por isso que é uma pré-campanha. Quando os candidatos majoritários precisam se viabilizar, né? Tenho 25 anos de vida pública, sem rabo preso, nunca tive uma ação contra mim. Nas pesquisas internas, pontuei muito bem. Tenho meu próprio CPF", afirmou.

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O senador destacou que sua trajetória política e "ficha limpa" são seus trunfos. "Tenho uma carreira política de 25 anos, como mencionei, sem rabo preso, de muita construção. Fui Secretário de Ambiente do estado e Secretário da Habitação do Rio de Janeiro por duas vezes. Fui o que mais entregou unidades habitacionais na história da cidade. Como senador e líder do Partido Liberal, começamos com três senadores, hoje são 15", explicou.

A escolha de Portinho ocorreu após dois pré-candidatos se tornarem alvos da PF. Ele foi oficializado como pré-candidato à reeleição na segunda-feira (14/7) depois que uma crise abalou a chapa montada pelo grupo de Flávio Bolsonaro. Em fevereiro, o PL havia anunciado os nomes do então governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e de Márcio Canella (União Brasil). Na época, Portinho recebeu a decisão como um "baque", mas afirmou que permaneceria no partido "por unidade".

O cenário mudou com a reorganização da chapa no Rio. Castro, que era o nome certo da sigla ao Senado, saiu da disputa após virar alvo de operações da Polícia Federal (PF) e sofrer desgaste público. O pré-candidato Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso no início do mês por porte ilegal de arma durante uma operação da PF que investiga uma rede de postos de combustível por possível lavagem de dinheiro.

Canella já foi liberado da prisão e está usando tornozeleira eletrônica. A federação União-Progressistas, que une o União Brasil e PP, ainda não decidiu se Canella continuará como pré-candidato ou se um novo nome será escolhido para compor a chapa com o PL. Neste ano, cada estado elegerá dois senadores.

Portinho afirmou que a vaga do União continua disponível na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao governo do Rio e presidente da Assembleia Legislativa do estado, Douglas Ruas (PL). "A questão do PP e do União Brasil, como foi uma composição, essa vaga naturalmente continua à disposição da federação e estamos aguardando aqui no PL que ela decida como pretende prosseguir. Mas certamente a nossa composição é muito valiosa, é uma composição de futuro para o país, a gente tem que vencer unido", destacou.

Ao ser questionado sobre o novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra o Brasil, o líder do PL no Senado afirmou que a diplomacia brasileira "é fraca" e "vem falhando" desde o início do governo Lula. "Há uma certa politização desse tema com o eleitoral, mas a verdade é que a diplomacia brasileira vem falhando desde o início do governo Lula. Foram diversos deslizes diplomáticos, incapacidades. O Brasil tem grandes parceiros comerciais, entre eles a China e os Estados Unidos, além do mercado europeu. E a China também está impondo tarifas, restrições aos produtos brasileiros, assim como os Estados Unidos. E isso mostra uma incapacidade da diplomacia brasileira. Sem precedentes", destacou.

Sobre o Pix, Portinho disse que o mecanismo precisa ser copiado, inclusive por empresas afetadas. "Eu acho que eles é que devem se adaptar, sinceramente, e criar ferramentas que possam compartilhar o Pix e aglutinar as suas operações", argumentou.

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