
Lula reforça defesa da soberania após tarifa de 25% dos EUA (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu, por meio de uma publicação nas redes sociais, que o governo brasileiro “não vacilará” em seu compromisso de defender a soberania nacional. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16/7), um dia após os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras.
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Ainda conforme o comunicado, a defesa da soberania nacional é um dever que deve estar acima de todas as divisões partidárias.
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A nova tarifa de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros começará a vigorar na próxima semana, no dia 22 de julho. A medida foi anunciada na madrugada de quarta-feira (15/7) após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir investigações sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, alegando “práticas desleais, discriminatórias e irrazoáveis” do Brasil no comércio com os EUA.
Apesar da tarifa geral sobre produtos, o documento que oficializa a nova taxação inclui uma lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados estão alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.
PRODUTOS QUE SERÃO IMPACTADOS PELA NOVA TARIFA:
- Produtos industriais e máquinas: maquinário agrícola, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e componentes de borracha para veículos.
- Bens de consumo: calçados, vestuário e papel.
Commodities e alimentos: etanol, açúcar orgânico e molduras de madeira. - Celulose de dissolução: celulose de dissolução de alta pureza, que foi removida da lista de isenções proposta anteriormente.
- Produtos químicos de uso geral: certas substâncias químicas (como celulose e fosfoaminolipídeos) só estão isentas quando destinadas a aplicações farmacêuticas; o uso dessas mesmas substâncias em outras indústrias será taxado.
Após a divulgação da medida econômica, ainda durante a noite, o governo Lula informou que vai utilizar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade. A legislação permite ao Brasil retaliar ou aplicar sobretaxas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais aos produtos brasileiros.
O governo federal também lamentou a decisão dos EUA e afirmou que o episódio será um marco negativo na história das relações entre os dois países.
“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável. O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros”, diz a nota.
Por outro lado, o governo Trump ameaçou o Brasil com mais medidas caso o país decida reagir com reciprocidade à medida econômica. No mesmo documento que especifica a sobretaxa de 25%, os EUA afirmam que poderão considerar que o atual nível de tarifação não é suficiente, dependendo da reação do Brasil.
“Ações do Brasil que aumentem o ônus ou a restrição ao comércio dos EUA — como aumentos de tarifas sobre produtos dos Estados Unidos, em vez de abordar as preocupações dos EUA com as práticas desleais constatadas na investigação — podem indicar que a ação dos EUA neste nível não é suficiente para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil”, afirma o texto.







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