
Deputada em ato do MST no Paraná (Foto: Instagram)
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) alocou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares para três cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Paraná. Essas entidades fazem parte da base eleitoral de sua namorada, a deputada licenciada e ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Os R$ 1,7 milhão enviados por Lindbergh foram aplicados no ano anterior através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O valor destinado ao Paraná é 2,5 vezes maior que o montante direcionado ao PAA no Rio de Janeiro, estado de Lindbergh, onde ele destinou R$ 680 mil.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
No Paraná, as emendas foram direcionadas a três cooperativas associadas ao MST, situadas em Jardim Alegre, Centenário do Sul e Londrina. Em Jardim Alegre, a Cooperativa de Comercialização Camponesa Vale do Ivaí (Cocavi), uma extensão local do MST visitada por Gleisi Hoffmann em abril deste ano, recebeu R$ 1,06 milhão em emendas de Lindbergh.
A emenda destinada à Cocavi foi proposta em 2024 e teve os recursos reservados para pagamento em novembro de 2025, meses após Gleisi visitar o assentamento. Além da Cocavi, Lindbergh destinou R$ 374 mil para a Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agrícola Ribeirão Vermelho (Coprari), em Centenário do Sul (PR). Outros R$ 260 mil foram para a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon), em Londrina (PR).
No mesmo ano de 2024, o ministro Flávio Dino proibiu a destinação de emendas para estados diferentes daquele pelo qual o deputado foi eleito, alegando que essa prática poderia gerar distorções, favorecimentos políticos e desvios de finalidade.
DINO QUER SABER SE DIRIGENTES INDICAM EMENDAS
Na quarta-feira (15), Dino convocou os dirigentes dos 21 partidos com representação no Congresso para que, em dez dias, informem se têm influência sobre a destinação das emendas parlamentares. Ele mencionou uma entrevista de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, à GloboNews, onde afirmou que outros líderes partidários também interferem na distribuição das emendas.
Gleisi Hoffmann atuou como deputada federal até março de 2025, quando assumiu a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Na ocasião, também deixou a presidência do PT, posição que ocupava desde 3 de junho de 2017 até 7 de março de 2025.
Na semana passada, um relatório da Polícia Federal, baseado em mensagens extraídas de celulares de servidores do Congresso, indicou que Valdemar teria sugerido a destinação de 21 emendas parlamentares, somando R$ 119 milhões.
Em entrevista ao Metrópoles, Valdemar afirmou que sempre teve cuidado com a destinação de emendas parlamentares, mencionando que frequentemente é procurado por deputados e prefeitos para tratar dessas verbas. Ele destacou que todas as sugestões feitas estavam dentro da lei, justificando que os deputados têm uma visão limitada ao seu estado e municípios, e muitos prefeitos não são atendidos.







Leave a Reply