
IBC-Br cresce 0,1% em maio, aponta Banco Central (Foto: Instagram)
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que serve como uma antecipação do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um aumento de 0,1% em maio em comparação com abril. O Banco Central (BC) divulgou esses dados nesta sexta-feira (17/7).
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A agropecuária apresentou uma queda de 1%, enquanto a indústria teve um crescimento de 0,4% e o setor de serviços subiu 0,1%.
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Em abril, comparado a março, houve um avanço de 0,5%. No entanto, no trimestre, a variação foi de 0,7%. Para obter o resultado, o Banco Central aplicou um ajuste sazonal, que elimina as flutuações sazonais de uma série temporal, permitindo a comparação entre diferentes períodos.
ENTENDA O IBC-BR, A “PRÉVIA DO PIB”
- Este indicador é visto como uma prévia do Produto Interno Bruto.
- O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento nos setores agropecuário, industrial e de serviços, calculado com ajuste sazonal, o que possibilita a comparação de diferentes períodos.
- O IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros do país, a Selic.
- O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.
- Um aumento indica que a economia está em crescimento, enquanto uma queda sugere um encolhimento da produção econômica do país.
Comparando com maio do ano anterior, o IBC-Br teve um aumento de 0,8%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou um crescimento de 1,4%. No acumulado do ano, a “prévia do PIB” registrou uma expansão de 1,2%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.
PIB TENDE A DESACELERAR EM 2026
As projeções para o PIB de 2026 indicam uma desaceleração econômica devido aos juros altos e à inflação atual, fatores que continuam a preocupar a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em 2025, a economia cresceu 2,3%. O governo federal espera manter esse desempenho, mas o Banco Central, bancos e outras instituições financeiras têm previsões mais conservadoras, começando em 1,6%.
A projeção de 1,6% de crescimento para o PIB de 2026 vem do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Banco Central (BC) aumentou sua previsão para este ano, chegando a 2%.
No dia 8 deste mês, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima suas expectativas para a economia brasileira, projetando um crescimento de 2,4% do PIB em 2026. Este índice é mais otimista do que a projeção do governo federal, que é de 2,3%.
O cálculo oficial do crescimento econômico é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é divulgado trimestralmente e não permite comparações com o IBC-Br devido às diferenças metodológicas.
No entanto, como a “prévia do PIB” é divulgada mensalmente, ela serve como um termômetro importante que economistas acompanham para indicar, em intervalos mais curtos, os rumos da economia.







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