
Trump divulga relatório da CIA sobre manipulação de votos na Venezuela (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou em um pronunciamento que a CIA identificou um esquema do regime chavista para manipular votos nas eleições da Venezuela. Na declaração feita na quinta-feira (16/7), o republicano responsabilizou Nicolás Maduro.
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O relatório da CIA, concluído em 29 de junho deste ano, indica que a agência monitora há quase 20 anos a capacidade de Caracas de alterar resultados por meio de urnas eletrônicas. No entanto, os documentos não comprovam fraude em todas as eleições venezuelanas.
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Mesmo assim, Trump afirmou que as eleições na Venezuela foram fraudadas sob Maduro. Ele também levantou a possibilidade de que as máquinas de votação nos EUA possam ser vulneráveis a manipulações similares.
“Estamos liberando documentos que mostram que a CIA obteve informações sobre um plano específico para manipular resultados em favor do regime corrupto de Nicolás Maduro, na Venezuela. E foi exatamente isso que ocorreu. De acordo com esses relatórios, o regime conspirou para alterar digitalmente os resultados de suas próprias eleições em 2020”, declarou Trump.
A CIA apontou que desde 2012 o chavismo teria mecanismos para alterar até 1,5 milhão de votos. O documento menciona que a Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) poderiam modificar resultados.
A estratégia envolveria urnas pré-programadas em regiões de forte apoio chavista. Além disso, a agência identificou a criação de um segundo grupo de máquinas virtuais, que replicavam os resultados legítimos e depois substituíam os dados por versões manipuladas.
A investigação remonta às eleições de 2012, quando Hugo Chávez derrotou Henrique Capriles. Naquele ano, o gasto público pré-eleitoral foi estimado em US$ 70 bilhões. Após a vitória de Chávez por cerca de 1,6 milhão de votos, fontes disseram à CIA que o então presidente teria parabenizado a equipe pela execução do plano de manipulação.
Apesar dos relatos, a CIA concluiu que não houve fraude eletrônica em larga escala em 2012, considerando pesquisas que já apontavam Chávez à frente por 10 pontos e um aumento de 24% nos gastos do governo antes do pleito.
Outros fatores também influenciaram: a oposição reconheceu a derrota e uma análise quantitativa da agência não encontrou padrões irregulares de votação que indicassem manipulação sistemática.
Os documentos divulgados pela Casa Branca afirmam que autoridades venezuelanas “desenvolveram um interesse constante e provavelmente alguma capacidade para manipular sistemas eletrônicos de votação”. Contudo, as informações de inteligência “não confirmaram de forma definitiva a ocorrência de fraude eletrônica em larga escala em eleições específicas na Venezuela”.
Nicolás Maduro, até agora, não foi condenado. Ele foi preso em uma operação militar e levado aos EUA, onde está no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, aguardando julgamento.
Ele enfrenta acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e posse de armas. Se condenado, pode receber prisão perpétua. O processo ainda está em andamento.







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