Celina Leão rompe contrato após morte de bebê extubado acidentalmente no DF

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Maria Vitória, de 5 meses, foi acidentalmente extubada durante transferência no DF (Foto: Instagram)

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou o rompimento do contrato com a empresa terceirizada responsável pelo transporte da bebê Maria Vitória de Sousa Machado, de 5 meses, que faleceu após ser extubada acidentalmente durante a transferência entre dois hospitais da rede pública do DF.

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A declaração foi feita no sábado (18/7), durante o lançamento da pré-candidatura de Celina em Ceilândia, onde a governadora se encontrou com apoiadores.

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Celina destacou que é necessário distinguir entre casos de morte inevitável, mesmo com todos os esforços médicos, e aqueles decorrentes de falhas no serviço prestado.

“Há situações em que os médicos fazem tudo que é possível, mas o paciente ainda pode falecer, mesmo em um hospital de ponta. Não podemos confundir isso com erros. No caso desta criança, houve um erro, e não queremos continuar trabalhando com essas empresas”, afirmou.

Maria Vitória foi transferida do Hospital Regional de Planaltina (HRP) para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) quando foi desconectada do respirador. Ela faleceu na segunda-feira (6/7), no mesmo dia em que foi admitida na unidade especializada em estado grave, com suspeita de bronquiolite.

Apesar da determinação, Celina explicou que o contrato não pode ser encerrado imediatamente devido ao processo de licitação pública.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, afirmou na quinta-feira (16/7) que, caso se confirme a extubação acidental durante o transporte, o contrato será rescindido. A investigação ainda está em andamento para determinar onde ocorreu a extubação acidental.

ENTENDA O CASO
Maria Vitória foi admitida no Hospital Regional de Planaltina em estado grave. Após uma parada cardiorrespiratória, foi reanimada, intubada e levada para a UTI. Após conseguir uma vaga no Hospital da Criança, foi transferida de ambulância. A família relata que ela chegou viva, mas faleceu após a extubação acidental enquanto a mãe fazia o cadastro.

O prontuário médico confirma que a bebê morreu após ser “acidentalmente extubada”, o que levou a uma nova parada cardiorrespiratória, resultando em óbito. Maria Vitória tinha broncodisplasia pulmonar crônica, necessitando de cuidados respiratórios específicos.

A tia da menina relatou que Maria Vitória usava oxigênio à noite e uma bombinha durante o dia para ajudar na respiração e manter a saturação.

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