
Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad: duelo sobre Itaipu e contas públicas (Foto: Instagram)
A estratégia de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), inclui criticar a atuação de Fernando Haddad (PT) como membro do Conselho de Administração da usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Haddad, ex-ministro da Fazenda, atuou como conselheiro da empresa de abril de 2023 a março de 2026, antes de deixar o cargo para disputar o governo de São Paulo. A acumulação de funções e a alegada falta de transparência em sua posição serão usados como argumentos contra o petista.
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A Itaipu Binacional, que é dividida entre Brasil e Paraguai, não divulga os valores pagos aos conselheiros, mas sabe-se que a remuneração pode alcançar dezenas de milhares de reais mensais para participar de reuniões a cada dois meses e extraordinárias. Atualmente, a usina enfrenta um impasse tarifário devido ao não cumprimento da prometida redução significativa na conta de luz após a quitação da dívida de construção em 2023.
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Em discursos recentes, Tarcísio tem criticado a gestão de Haddad à frente da Fazenda, mencionando aumento de impostos, endividamento geral, recorde de recuperações judiciais e um "rombo" nas contas públicas. Como vitrine eleitoral, o governo destaca a entrega de grandes obras, como o Rodoanel, o monotrilho da Linha 17-Ouro e a Linha 6-Laranja do metrô, que tiveram sua inauguração antecipada para garantir a presença do governador antes do prazo de restrição eleitoral. O governo chegou a investir R$ 3,7 bilhões extras para que a primeira fase fosse concluída antes das eleições.
Além disso, a equipe de Tarcísio está antecipando ataques da oposição sobre temas como a privatização da Sabesp e o sistema de pedágio Free Flow.
No campo das alianças, a estratégia de Tarcísio é reduzir o número de adversários para tentar vencer no primeiro turno. O secretário de governo, Roberto Carneiro, teria conversado com outros pré-candidatos, como Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), para concentrar forças em torno de Tarcísio. Ambos desistiram de concorrer, facilitando a migração de votos para Tarcísio e aumentando suas chances de vitória no primeiro turno.
A relação de Tarcísio com Flávio Bolsonaro (PL) tem sido mantida com discreto distanciamento nesta pré-campanha. Após o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no escândalo do Master, o governador tem mantido sua agenda restrita a São Paulo e não tem aparecido publicamente ao lado do senador. Contudo, se reeleito no primeiro turno, Tarcísio deverá apoiar Flávio em um provável segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
Tarcísio tem presença confirmada na convenção do PSD, marcada para 26 de julho. Apesar de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab estarem na corrida presidencial, o partido apoia a reeleição do atual governador de São Paulo. Para evitar desgastes, Tarcísio e Caiado aparecerão em horários diferentes na convenção, uma sugestão de Kassab, já que Flávio é o candidato à Presidência na chapa de Tarcísio.







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