
Flávio Bolsonaro nega questionamentos ao sistema eleitoral em reunião com diplomatas (Foto: Instagram)
Após a divulgação de um vídeo em que levanta dúvidas sobre a integridade das urnas eletrônicas, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), negou, através de uma nota, que tenha questionado a integridade do sistema eleitoral brasileiro, no qual afirma ter "confiança total".
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Na declaração, Flávio Bolsonaro afirma que “não está questionando o sistema de votação brasileiro” e incentiva os diplomatas presentes a enviarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
O comunicado, assinado por Flávio, pelo senador Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha, e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica, busca responder à repercussão de um vídeo onde Flávio relaciona as urnas eletrônicas do Brasil com as da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em fraudes nas eleições de 2012 na Venezuela, conforme relatório da CIA.
Em um evento com diplomatas em Brasília, Flávio declarou que muitas máquinas usadas no Brasil têm a mesma origem da empresa venezuelana. Entretanto, a Smartmatic não fornece máquinas nem software para as eleições brasileiras.
Na nota, o senador não esclarece a relação feita entre as urnas usadas no Brasil e as contestadas na Venezuela. Durante a reunião com diplomatas, ele solicitou que os países enviassem o máximo de observadores para as eleições. O evento ocorreu no restaurante Oscar, no Brasília Palace Hotel.
Flávio Bolsonaro nega ter questionado a integridade do sistema de votação no Brasil. Ele menciona dois fatos: a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e um relatório da CIA sobre fraudes na Venezuela. Flávio reafirma confiança no sistema eleitoral brasileiro e apoia missões de observação internacional para melhorar a transparência e confiança pública nas eleições.
O TSE já desmentiu o uso de urnas da Smartmatic. Em nota de 2020, atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE afirma que as urnas brasileiras não são fornecidas pela empresa venezuelana.
O Tribunal confirma que a Smartmatic não forneceu urnas para as eleições brasileiras nem participou da programação dos equipamentos. A empresa apenas treinou profissionais para suporte técnico.
Em 2022, o TSE também negou que a empresa tivesse acesso ao programa das urnas brasileiras. O software é desenvolvido pela Justiça Eleitoral, utilizando comunicação criptografada e sem contato com redes públicas, como a internet.
A Smartmatic já prestou serviços de conexão de dados e voz, mas perdeu uma licitação para fabricar urnas em 2020. A empresa participou da licitação, mas a Positivo venceu.
As declarações de Flávio lembram a estratégia de Jair Bolsonaro, que em reunião com embaixadores questionou o sistema de votação brasileiro. O TSE condenou Jair a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.






