
Metrô-DF reduz efetivo de vigilantes em contratação emergencial de R$ 8,5 milhões (Foto: Instagram)
A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) iniciou uma contratação emergencial no valor de R$ 8,5 milhões para manter os serviços de vigilância patrimonial, após a suspensão da licitação definitiva para o setor.
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Conforme o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal, o novo contrato prevê uma redução de cerca de 46% no número de vigilantes, o que gera preocupação entre os profissionais da área.
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A organização sindical destaca que o contrato anterior contava com 280 vigilantes, sendo 118 durante o dia e 162 à noite. O contrato emergencial, no entanto, prevê apenas 150 vigilantes para os dois turnos.
A redução no número de trabalhadores pode afetar a segurança das estações, pátios e demais instalações do sistema metroviário, segundo a categoria.
Em comunicado, o Metrô-DF afirmou que a contratação emergencial foi necessária devido ao atraso na licitação para um novo contrato, após o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) solicitar ajustes no edital em maio deste ano.
A companhia explicou que o processo licitatório foi iniciado em tempo hábil e será retomado assim que as alterações exigidas forem implementadas.
O Metrô-DF também afirmou que, por se tratar de um contrato emergencial, optou pelo menor número possível de postos, visando conciliar a continuidade do serviço com a racionalização dos gastos públicos.
“Foram mantidos aqueles mais sensíveis e em pontos estratégicos para garantir a segurança do patrimônio e das pessoas”, afirmou.
O contrato emergencial, com valor de R$ 8.511.454,44, poderá durar até seis meses. Caso a licitação definitiva seja finalizada antes, o contrato será encerrado, sendo pagos apenas os serviços realizados.
Ainda segundo o Metrô-DF, não houve redução nos postos de vigilância noturna que comprometa a segurança do patrimônio.
Durante o dia, a empresa afirma que o Corpo de Segurança Operacional dará apoio para assegurar a segurança nas estações e outras unidades.
“Apesar da redução no número de postos durante o dia, o efetivo do Corpo de Segurança Operacional do Metrô dará todo o apoio necessário para garantir total segurança”, destacou a companhia.
Para o diretor de Comunicação do Sindicato dos Vigilantes, Gilmar Rodrigues, a redução preocupa tanto pelo impacto social quanto pelos reflexos na segurança do sistema.
“O posicionamento do sindicato é de preocupação. Além da questão social, são cerca de 130 pais e mães de família que ficarão desempregados”, afirmou.
Ele também destaca que o número atual de vigilantes já é insuficiente para atender toda a demanda do metrô. “Esse número de vigilantes que existe hoje não é o ideal para atender 100% da demanda. Existem muitos problemas, principalmente furtos de cabos. As quadrilhas roubam os cabos para retirar o cobre e isso é constante”, apontou.
O representante da categoria também alerta que a retirada de parte dos vigilantes do turno diurno pode agravar esse cenário.
“Sem os vigilantes do dia, isso vai virar um caos. Já tivemos casos de o metrô ficar parado por horas devido ao furto de cabos. Nós somos contra essa redução no número de vigilantes”, concluiu.







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