
Funcionária do Aeroporto de Brasília, Flávia Linhares, em tratamento respiratório no Hospital Unimed L2 após vazamento de gás. (Foto: Instagram)
Quinze dias após o vazamento de gás no Aeroporto Internacional de Brasília, a funcionária Flávia Linhares ainda está internada, recebendo tratamento respiratório. O incidente ocorreu em 9 de julho, por volta das 16h, em áreas administrativas do terminal, afetando vários trabalhadores. Flávia foi a mais gravemente afetada, necessitando de cuidados intensivos na UTI.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
De acordo com Flávia, durante o vazamento, ela ajudava uma colega grávida que já passava mal. Pouco depois, Flávia começou a tossir intensamente, teve dificuldade para respirar e sentiu aperto na garganta. Outros funcionários também precisaram de atendimento médico no local.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
A funcionária afirma que houve falhas no socorro imediato. No posto médico do aeroporto, recebeu medicamentos intravenosos e broncodilatadores, mas seu estado respiratório piorou rapidamente. Segundo ela, não houve encaminhamento direto para um hospital especializado.
Ela ficou no aeroporto por cerca de uma hora, aguardando o marido para levá-la a uma unidade de saúde. No Hospital Unimed L2, foi atendida em estado crítico e diagnosticada com anafilaxia, necessitando de adrenalina para desobstruir as vias aéreas.
Apesar do atendimento inicial, seu quadro evoluiu com complicações nos dias seguintes:
- 11 de julho: Diagnosticada com pneumonite devido à inalação do gás.
- 13 de julho: Após nova crise respiratória, foi internada novamente para investigação.
- 14 de julho: Diante do agravamento dos sintomas, foi transferida para a UTI.
- 15 de julho: Com risco de intubação, o CIATox do DF foi acionado devido à falta de identificação do gás inalado.
- 16 de julho: Desenvolveu atelectasia, necessitando de oxigênio via máscara de Venturi.
Um dos principais desafios no tratamento de Flávia foi a falta de informações sobre o gás envolvido. Ela relata que a administradora do aeroporto, Inframerica, demorou a fornecer dados sobre a substância, complicando o tratamento inicial.
A solicitação formal pela FISPQ foi feita em 17 de julho, pelo marido de Flávia. A Inframerica enviou a ficha somente em 21 de julho, quando Flávia saiu da UTI. Preliminarmente, o gás envolvido seria acetileno.
Embora tenha saído da UTI em 21 de julho, Flávia ainda está internada em observação e faz fisioterapia respiratória diária. Ela relata chiado no pulmão e cansaço extremo, mesmo em atividades simples.
A equipe médica avalia sua evolução para determinar a possibilidade de alta nos próximos dias.
O Metrópoles procurou o Aeroporto de Brasília para comentários, mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.
O acetileno é amplamente usado na indústria por seu alto poder calorífico, mas é altamente inflamável e quimicamente instável, exigindo cuidados rigorosos no manuseio. Pode causar incêndios, explosões e asfixia, sendo classificado como gás inflamável Classe 2 – Divisão 2.1, requerendo protocolos rígidos de armazenamento e transporte para evitar acidentes.






