
Flávio Bolsonaro culpa Lula por aumento de tarifas dos EUA a produtos brasileiros (Foto: Instagram)
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (23/7) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "não se importa com as empresas brasileiras" e com os produtos exportados pelo país.
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A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo, onde comentou sobre as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra mercadorias brasileiras. O governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros que já pagam 25%, elevando a cobrança total para até 37,5%.
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Flávio responsabilizou o presidente pelo agravamento das relações comerciais com o governo de Donald Trump (Partido Republicano) e afirmou que Lula provocou os Estados Unidos repetidamente durante seu mandato.
"O Lula ofendeu o governo americano mais de 60 vezes ao longo de seu mandato. Ele buscou essa tarifação a todo momento", disse.
O pré-candidato também criticou a narrativa do governo de que as medidas norte-americanas representam uma ameaça à soberania nacional e de que Jair Bolsonaro (PL) teria responsabilidade pelas tarifas.
"Ele mantém essa narrativa de que está defendendo a soberania e que Bolsonaro é o responsável pela tarifa. Mentira", afirmou.
Na sequência, Flávio questionou a estratégia de negociação adotada pelo Palácio do Planalto. "Esse é o cara que estava negociando com os Estados Unidos? Ou estava pedindo a tarifa?", declarou.
FLÁVIO E O TARIFAÇO
Em 26 de maio, Flávio foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca e conversou com o presidente norte-americano sobre as eleições brasileiras. A conclusão da investigação comercial que recomendou a tarifa de 25% foi divulgada dias depois.
A proximidade entre os episódios passou a ser usada por integrantes do governo Lula para relacionar o pré-candidato à medida, embora não haja comprovação pública de que a reunião tenha influenciado a decisão.
Em 2 de junho, o senador afirmou ter pedido diretamente a Trump que não taxasse produtos brasileiros. "Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. É um pedido expresso que eu fiz a eles", declarou.
Em 2 de julho, o senador enviou um documento ao governo dos Estados Unidos defendendo que a aplicação da tarifa fosse suspensa até depois das eleições.
"Adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização", escreveu, ao argumentar que a medida poderia ser interpretada como uma tentativa de interferir no pleito e dar uma "vitória política" a Lula. Cinco dias depois, Flávio participou de uma audiência do governo norte-americano e defendeu uma "resolução construtiva e negociada".






