Haddad critica Milei por ofensa a Alexandre de Moraes: “Desrespeitoso”

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Fernando Haddad critica ofensa de Javier Milei a ministro do STF (Foto: Instagram)

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), expressou críticas neste domingo (26/7) ao presidente da Argentina, Javier Milei. No dia anterior, o argentino havia se referido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, como "lixo careca" após não conseguir permissão para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Durante uma coletiva de imprensa, Haddad descreveu a atitude de Milei como "totalmente incompatível" com a relação entre os dois países, afirmando que houve um desrespeito às instituições brasileiras. Ele enfatizou que o comportamento do presidente argentino ultrapassou os limites aceitáveis de manifestação política.

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Para Haddad, esse incidente não deve ser visto como normal nas relações diplomáticas entre países com laços históricos. Ele destacou que atitudes como essa desrespeitam as instituições.

“Imagina se fosse o contrário. Imagina se o presidente Lula, que já foi à Argentina um sem-número de vezes, fosse desrespeitoso com os juízes da Argentina, com os políticos da Argentina.”

O pré-candidato comparou a situação a uma possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina, afirmando que seria impensável o brasileiro desrespeitar as autoridades do país vizinho.

A reação de Haddad ocorreu após Javier Milei, presidente da Argentina, atacar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência.

Ao comentar a decisão que impediu sua visita ao ex-presidente, que está em prisão domiciliar humanitária, Milei chamou Moraes de “lixo careca” e afirmou que Bolsonaro estaria “injustamente preso”.

O presidente argentino também afirmou que a negativa reforçaria, na visão dele, o caráter “vingativo” da prisão de Bolsonaro. Durante o discurso, Milei disse que esperava voltar a encontrar o ex-presidente e declarou apoio ao aliado.

O pedido para visitar Bolsonaro havia sido negado por Alexandre de Moraes em 18 de julho. Na decisão, o ministro explicou que todas as visitas ao ex-presidente estavam suspensas por 30 dias, conforme determinação judicial em vigor durante o cumprimento da prisão domiciliar.