
Tarcísio de Freitas coordena ação emergencial em Ribeirão Preto após tempestade (Foto: Instagram)
Dois dias após a devastadora tempestade que causou destruição e morte em Ribeirão Preto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve na região no domingo (26/7). Ele informou que os ventos chegaram a 160 km/h, conforme medições do Instituto Agronômico (IAC).
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O governador também ressaltou os danos ao agronegócio e às escolas, além de detalhar o suporte que o Palácio dos Bandeirantes pretende oferecer às cidades afetadas.
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Após um sábado cheio em São Paulo, onde homenageou o presidente argentino Javier Milei e participou da convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência pelo PL, Tarcísio chegou a Ribeirão Preto na manhã de domingo.
Tarcísio relatou que entrou em contato com os prefeitos logo após a tragédia e mobilizou o governo para fornecer assistência humanitária, incluindo itens essenciais como roupas, colchões, água e telhas.
O governador mencionou que investiu R$ 150 milhões na compra e instalação de oito radares meteorológicos, mas reconheceu a dificuldade em prever a intensidade dos ventos. “Nós previmos a chuva e fizemos um alerta na madrugada de sexta-feira, mas ainda é difícil prever os ventos”, disse ele. “Esperávamos ventos de 50 km/h a 60 km/h, não de 120, 150, 160 km/h”, acrescentou.
Tarcísio destacou que o agronegócio foi duramente atingido pela tempestade. “Estamos vendo estruturas e produções totalmente perdidas, como o armazenamento de amendoim que foi 100% destruído”, afirmou. Ele também mencionou danos a estufas, quedas de canaviais e estradas rurais.
Para mitigar os impactos, Tarcísio planeja liberar recursos do seguro do FEAP (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista). “Mantemos pelo menos R$ 400 milhões no FEAP todos os anos, o que nos permitirá usar esse crédito para reduzir as taxas de juros”, explicou.
O governador também informou que várias escolas foram danificadas, com algumas precisando de até quatro meses para recuperação total. “Em alguns casos, a normalidade pode ser restabelecida em uma semana; em outros, em 30 dias. As escolas mais danificadas terão reformas mais extensas, podendo levar de 90 a 120 dias. Esses alunos serão realocados em outras escolas”, afirmou.
Tarcísio alertou para o risco de desabastecimento de água devido à falta de energia nas estações de bombeamento e disponibilizou caminhões-pipa para os municípios. Segundo ele, 54 torres de transmissão foram afetadas, embora a concessionária tenha informado que o número era de 34.






