TRE-MG rejeita pedido de pastora após agressão a entregador em MG

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Pastora Renata Vieira em confronto físico com entregador em Contagem (MG). (Foto: Instagram)

Belo Horizonte — O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) negou o pedido de liminar feito pela pastora Renata Vieira, que foi flagrada agredindo um entregador de móveis em Minas Gerais. Ela buscava obrigar o PL a incluí-la na lista de pré-candidatos a deputado estadual nas eleições de 2026. A decisão foi tomada pelo juiz plantonista Vinícius Diniz Monteiro de Barros e publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (28/7).

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Renata recorreu à Justiça Eleitoral após o PL decidir barrar sua candidatura devido à repercussão da confusão ocorrida em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na ação, ela alegou que o partido a puniu antecipadamente, antes da conclusão do processo interno, sem garantir seu direito de defesa.

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Ao examinar o caso, o juiz reconheceu que os filiados têm o direito de participar das convenções partidárias, mas isso não garante o direito de integrar uma chapa específica ou ser escolhido como candidato pelo partido.

O QUE SE SABE SOBRE O CASO:

  • O confronto aconteceu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH.
  • Imagens mostram Renata Vieira agredindo o entregador com tapas, jogando uma pedra e entrando em luta corporal.
  • A pastora alega que foi agredida primeiro e que apenas se defendeu.
  • Pessoas próximas ao entregador afirmam que a discussão começou durante a entrega de um sofá.
  • Renata exibiu hematomas, recebeu atendimento médico e realizou exame de corpo de delito.
  • No sábado (18/7), ela admitiu o erro, mas justificou que apenas revidou agressões.
  • A alegação de motivação política feita pela pastora ainda não foi confirmada.
  • A Polícia Civil está investigando o caso e deve analisar as imagens do incidente.

Conforme a decisão, a nota do PL representa uma posição política da direção estadual, mas não impede que Renata apresente uma chapa alternativa para apreciação durante a convenção partidária. O juiz destacou que a convenção é o órgão máximo de decisão do partido e que a manifestação da executiva estadual não determina, por si só, a escolha final dos candidatos.

DECISÃO DO PL APÓS POLÊMICA
Na sexta-feira passada (24/7), o PL anunciou que não registraria a candidatura de Renata Vieira. Em comunicado, o partido afirmou que decidiu lançar apenas uma chapa de candidatos à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, sem incluir a pastora, devido à gravidade dos fatos relacionados à agressão ao entregador.

Na ocasião, o partido enfatizou que a decisão tinha caráter político e não substituía o processo disciplinar interno, que ainda está em andamento.

“O PL Minas reafirma que não compactua com qualquer forma de agressão, violência ou conduta incompatível com os princípios do respeito, da civilidade e da responsabilidade que devem nortear a atuação de todos os seus filiados”, afirmou a nota do partido.

TAPAS E PEDRADAS
O caso ganhou notoriedade após vídeos mostrarem Renata agredindo um entregador de móveis, jogando uma pedra contra ele e entrando em luta corporal durante uma entrega em Contagem. A pastora alega que foi agredida primeiro, afirma ter sido alvo de violência política e diz que apenas reagiu às agressões.

Pessoas ligadas ao entregador, que preferiram não se identificar, apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que voltaria com outro funcionário para concluir a entrega em segurança. Ela, no entanto, não teria aceitado essa opção.

A Polícia Civil está investigando o episódio e, até o momento, não informou se obteve imagens que comprovem a versão da pastora.