
Volodymyr Zelensky durante pronunciamento no Palácio do Eliseu, em Paris (Foto: Instagram)
Temendo que os conflitos na Europa e no Oriente Médio se intensifiquem, o governo ucraniano afirmou que o ataque a um navio iraniano no Mar Cáspio não foi intencional. A declaração veio após uma conversa telefônica entre o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, na terça-feira (28/7).
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Durante a ligação, descrita por Sybiha como "franca" e "desafiadora", o ministro ucraniano informou a seu colega iraniano que a Ucrânia está empenhada em "evitar uma escalada desnecessária".
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"O objetivo de todas as ações da Ucrânia é unicamente defender nosso país da agressão russa, sem intenção de atingir embarcações civis ou pessoas", afirmou o chanceler ucraniano em uma publicação na rede social X. "Isso também se aplica às alegações do Irã sobre seu cidadão falecido e a embarcação civil atingida recentemente".
Abbas Araghchi confirmou a conversa com Sybiha. Segundo o ministro iraniano, o chefe da diplomacia ucraniana garantiu que "o ataque ao navio iraniano não foi intencional". Mesmo assim, Araghchi exigiu compensações pelas perdas causadas pelo bombardeio ao navio persa.
"O Irã também não deseja uma escalada, mas deixou claro que qualquer ataque aos nossos cidadãos ou interesses é inaceitável", disse Araghchi após a conversa. "É necessário haver compensação pelas perdas".
No último sábado (25/7), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou uma operação no Mar Cáspio que aproximou os conflitos no Leste Europeu e Oriente Médio. Segundo Zelensky, a inteligência ucraniana identificou que um navio iraniano na região estava transportando material militar para a Rússia, tornando-se assim um alvo legítimo. Um marinheiro morreu e outros ficaram feridos na ação.
O governo iraniano negou qualquer envolvimento da embarcação no transporte de armas para a Rússia e considerou a operação inaceitável, prometendo uma resposta ao ataque ucraniano.






