
Lula e Trump em choque após EUA renovarem emergência contra o Brasil (Foto: Instagram)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, nesta quarta-feira (29/7), seu repúdio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estender por mais um ano a declaração de emergência nacional que envolve o Brasil.
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Em comunicado, o Planalto descreveu como “infundados e inverídicos” os argumentos do governo norte-americano que classificam o Brasil como uma “ameaça incomum e extraordinária” para a segurança nacional, política externa e economia dos Estados Unidos.
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A decisão de Trump foi assinada na terça-feira (28/7) e publicada no Federal Register, o diário oficial dos EUA, nesta quarta-feira. O aviso mantém a emergência em vigor após 30 de julho de 2026, mas não implica, por si só, em novas tarifas ou sanções contra o Brasil.
A medida original foi estabelecida em 30 de julho de 2025. Naquele momento, Trump utilizou a emergência como justificativa para impor uma tarifa adicional de 40% a certos produtos brasileiros, elevando a taxa total a até 50%.
A Casa Branca acusou o governo brasileiro de adotar políticas que prejudicam empresas norte-americanas e violam a liberdade de expressão. Na renovação, Trump reafirmou que membros do governo brasileiro perseguem politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seus familiares e apoiadores. O documento também acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de censurar conteúdos e prender pessoas por exercerem a liberdade de expressão.
O governo Lula, em resposta, rejeitou as acusações e criticou a tentativa dos Estados Unidos de associar decisões do Judiciário brasileiro a uma ameaça à segurança norte-americana.
“Ao rechaçar a retomada de acusações sem qualquer fundamentação nos fatos e já amplamente rebatidas em encontros de autoridades dos dois países, o Brasil reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União”, afirmou o Planalto.
O governo também defendeu o STF, afirmando que o Poder Judiciário brasileiro atua conforme os preceitos da Constituição Federal. A nota ainda considera “inteiramente descabido” caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente considerando os “históricos laços diplomáticos” e a amizade entre os dois países.






