
Senador Cleitinho Azevedo em coletiva à noite em Divinópolis cercado por apoiadores e imprensa. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – Durante uma coletiva de imprensa realizada em Divinópolis, por volta das 20h30 desta quarta-feira (29/7), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declarou que pretende se candidatar ao Governo de Minas Gerais e que, caso isso não se concretize, não apoiará outra chapa. O partido dele e aliados de direita, como o PL, estão em discussões para lançar Marcelo Aro.
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“Se eu não for candidato, meu irmão, não vou apoiar essa chapa que ele quer reformular. A chapa é minha e do Falcão, que eu vou apoiar. Essa é a chapa que eu vou apoiar”, afirmou o senador Cleitinho.
Cleitinho tem buscado contato com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), na tentativa de reverter a situação desfavorável que se formou após a incerteza sobre sua candidatura.
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Ele também comentou que não entende o que aconteceu entre terça e quarta-feira, pois estava acordado que o presidente do partido aguardaria sua decisão até o dia 5 de agosto. Cleitinho destacou que, após a morte de seu irmão, não tinha condições de tratar de assuntos relacionados à candidatura.
O Republicanos de Minas Gerais anunciou nesta quarta-feira (29/7) que Cleitinho Azevedo não será candidato ao governo do estado, alegando falta de uma “decisão firme” por parte do senador. A executiva estadual afirmou que esperou por meses uma definição, mas que ela não veio, fazendo com que ele “perdesse o timing”.
“O meu irmão foi internado para realizar um transplante. Infelizmente, após o procedimento, a situação dele piorou. Ele ficou mais alguns dias no hospital até falecer. Como eu poderia lançar uma candidatura nessas circunstâncias? Estava de luto. Não tinha condições na semana passada, depois da Copa do Mundo. Eu enterrei o meu irmão”, declarou o senador na noite de quarta-feira.
Na terça-feira à noite, Cleitinho divulgou um vídeo, criado por inteligência artificial, no qual seu pai e irmão, ambos falecidos, o encorajavam a seguir como candidato. No entanto, nesta quarta-feira, o partido emitiu uma nota afirmando que não aceitaria mais sua candidatura.
Sobre sua ausência na convenção do partido, realizada no sábado, ele disse que não estava emocionalmente preparado para participar do evento.
“E então veio a convenção, que aconteceu no último sábado. Eu disse ao pessoal do partido que não conseguiria ir. Eu ainda não tinha a cabeça nem a energia para participar de uma convenção e lançar uma candidatura. Fazia exatamente uma semana que eu havia enterrado meu irmão. Minha mãe ainda não está bem”, explicou ele.






