
Logo do Tesouro Nacional afixado em painel de madeira. (Foto: Instagram)
As contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, apresentaram um déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho de 2026. Esses dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30/7).
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Em junho de 2025, o déficit foi de R$ 44,2 bilhões, sem ajuste pela inflação. O resultado primário acumulado do Governo Central nos últimos 12 meses foi um déficit de R$ 144,1 bilhões, representando 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB).
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No período de janeiro a junho de 2026, o Governo Central acumulou um déficit de R$ 92,2 bilhões, em comparação com um déficit de R$ 11,2 bilhões no mesmo período de 2025. Em termos reais, a receita líquida aumentou 10,3% em maio, enquanto as despesas totais cresceram 9% em 2026, comparadas ao ano anterior.
O resultado parcial de 2026 foi composto por um superávit de R$ 144,2 bilhões do Tesouro e déficits de R$ 324 milhões do Banco Central e R$ 236,1 bilhões da Previdência Social.
Em junho de 2026, a receita total subiu R$ 23,3 bilhões (10,2%). O Tesouro Nacional destacou que esse aumento foi impulsionado principalmente pelas receitas administradas pela Receita Federal. Os principais aumentos foram:
- Imposto de Importação: aumento de R$ 2 bilhões;
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): aumento de R$ 3,7 bilhões;
- Cofins: aumento de R$ 4,1 bilhões;
- Outras Receitas Administradas pela Receita Federal: aumento de R$ 3,6 bilhões;
- Arrecadação Líquida para o RGPS: aumento de R$ 3,3 bilhões;
- Exploração de Recursos Naturais: aumento de R$ 5,3 bilhões.
No acumulado do ano, a receita total subiu R$ 78,5 bilhões (5,2%), enquanto a receita líquida cresceu R$ 67,7 bilhões (5,6%) em termos reais em relação ao ano anterior.
As variações principais foram:
- Imposto sobre a Renda: aumento de R$ 13,8 bilhões;
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): aumento de R$ 11,6 bilhões;
- Cofins: aumento de R$ 15,3 bilhões;
- Outras Receitas Administradas pela Receita Federal: aumento de R$ 11,8 bilhões;
- Arrecadação Líquida para o Regime Geral da Previdência Social: aumento de R$ 21,1 bilhões;
- Dividendos e Participações: redução de R$ 14,5 bilhões;
- Exploração de Recursos Naturais: aumento de R$ 9,9 bilhões.
Em relação às despesas, em junho, comparado ao mesmo mês de 2025, houve um aumento de R$ 20,1 bilhões (9%) em termos reais:
- Benefícios Previdenciários: aumento de R$ 2,1 bilhões;
- Abono e Seguro Desemprego: aumento de R$ 1,7 bilhão;
- Créditos Extraordinários: aumento de R$ 2,8 bilhões;
- Obrigatórias com Controle de Fluxo: aumento de R$ 3,2 bilhões;
- Discricionárias: aumento de R$ 6,9 bilhões.
No acumulado do ano, as despesas totais subiram R$ 149,2 bilhões (12,3%) em relação ao mesmo período do ano anterior.
As principais variações foram:
- Benefícios Previdenciários: aumento de R$ 44,8 bilhões;
- Pessoal e Encargos Sociais: aumento de R$ 20,5 bilhões;
- Créditos Extraordinários: aumento de R$ 5,1 bilhões;
- Sentenças Judiciais e Precatórios (Custeio e Capital): aumento de R$ 35,6 bilhões;
- Discricionárias: aumento de R$ 41,9 bilhões.
A meta fiscal do governo federal para 2026 é alcançar um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34 bilhões. No entanto, é permitida uma margem de 0,25 ponto percentual, o que significa que o objetivo é cumprido se a diferença entre receitas e despesas for zero ou se houver um superávit de até R$ 68 bilhões.
As metas fiscais para os próximos anos são:
- 2027: superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões);
- 2028: superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões).






