Marina Silva declara que sua missão como ministra de Lula foi cumprida: “Ficar no Senado”

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Marina Silva em entrevista ao Metrópoles em São Paulo (Foto: Instagram)

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, declarou que não pretende reassumir o Ministério do Meio Ambiente caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito. “Cumpri minha missão e estou certa de que agora o presidente Lula vai me pedir para permanecer no Senado”, afirmou em entrevista ao Metrópoles, em São Paulo.

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Durante a entrevista, Marina destacou que a legislação ambiental brasileira está sob forte ataque e ressaltou a necessidade de colaboração com Simone Tebet e outros que buscam unir economia e ecologia, além de direitos humanos, educação e segurança pública. “Tudo isso faz parte da mesma equação”, afirmou ela.

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Entre os feitos de sua gestão, Marina mencionou a ampliação do combate aos crimes ambientais, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a criação de unidades de conservação e a redução do desmatamento na Amazônia. “Foi um trabalho para fazer as estruturas começarem a funcionar e dar resultados. Conseguimos recuperar o que foi destruído no governo [Jair] Bolsonaro e aumentamos o orçamento do ministério em 120%”, detalhou.

Sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, liberada em 2025, Marina defendeu que os processos seguiram as exigências necessárias. Em maio, o Ministério Público Federal solicitou a suspensão do licenciamento da Petrobrás por falhas técnicas. “O Ibama emite uma licença técnica sem consultar a opinião da ministra. Quando finaliza o parecer, ele é inserido no sistema, e todos acompanham. Nas gestões do governo Lula, as licenças são concedidas obedecendo critérios técnicos rigorosos”, explicou.

Se eleita senadora, Marina pretende trabalhar em uma agenda de prosperidade para o Brasil, mantendo o país como potência agrícola, hídrica e florestal. “O Congresso Nacional precisa abordar a emergência climática e criar o marco regulatório para a emergência climática permanente. Existem 2.095 municípios no Brasil sujeitos a eventos climáticos extremos”, completou.

Especialistas afirmam que a eleição para o Senado será um plebiscito sobre o impeachment de ministros do STF. Marina, no entanto, acredita que a sociedade brasileira deve reduzir as tensões e defende que a Justiça utilize mecanismos de autocorreção. “A melhor forma é eleger pessoas que respeitem a Constituição e a autonomia dos poderes, evitando instrumentalizar a política para enfraquecer a democracia”, opinou.

Na disputa pelo Senado, Marina criticou o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e destacou a insatisfação dos prefeitos com sua gestão. “Após visitas ao interior, percebi uma insatisfação grande dos prefeitos com o governo Tarcísio, que dizem que ele não dialoga com eles. Lembram muito do vice-presidente [Geraldo] Alckmin, que vai entrar com força no debate em defesa de sua campanha com Lula e Fernando Haddad”, detalhou.

Marina também criticou a política de privatização e pedágios de Tarcísio, destacando a necessidade de resolver problemas na educação. Pesquisas eleitorais recentes mostram Marina Silva e Simone Tebet liderando a corrida ao Senado em São Paulo, à frente de Ricardo Salles, André do Prado e Guilherme Derrite. Duas cadeiras estão em disputa nas eleições de outubro.