STF autoriza inquérito contra Lulinha e PT busca discurso unificado

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Fábio Luís Lula da Silva chega para prestar esclarecimentos em Brasília (Foto: Instagram)

Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula estão em alerta após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

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A decisão, tomada nesta quinta-feira (30/7), permite que a PF apure suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo negócios relacionados à cannabis medicinal e possíveis relações com o Ministério da Saúde.

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Dentro do PT, a preocupação é grande devido ao calendário político: a investigação surge nos meses que antecedem as eleições de outubro. Integrantes do partido avaliam que o caso pode resultar em desgaste para o presidente, mas destacam que, apesar do histórico de acusações contra o filho de Lula, nenhuma delas resultou em condenação até o momento.

A avaliação interna é que a campanha deve seguir o tom adotado pelo presidente: defender a autonomia da Polícia Federal e afirmar que, caso Lulinha seja considerado culpado, deverá responder pelos crimes cometidos. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quinta-feira (30/7), Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho e que ele será tratado como qualquer outro cidadão caso seja responsabilizado.

Lula também declarou que não interferirá na investigação: “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”.