
Karen de Moura Tanaka Mori, a “Japa do PCC”, em foto oficial (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo decidiu retirar a tornozeleira eletrônica e o recolhimento noturno de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC. Viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro” — considerado um dos principais membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) —, ela é investigada por lavagem de dinheiro para a facção.
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A juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, substituiu as medidas cautelares de Karen. Ela agora deve entregar o passaporte em cinco dias, comparecer mensalmente ao juízo e não pode deixar o estado sem autorização judicial.
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A decisão estabelece que a tornozeleira será removida somente após a entrega do passaporte. A magistrada também solicitou que a polícia forneça, em até 30 dias, uma atualização sobre a investigação, incluindo a perícia do celular apreendido com Karen.
Karen está em prisão domiciliar desde 2024, suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na operação que levou à sua prisão, a polícia confiscou mais de R$ 1 milhão em sua casa, além de um carro de luxo e mais de US$ 50 mil.
As investigações indicam que Karen tinha um relacionamento com Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, um dos líderes do PCC. Após sua morte em 2018, ela abriu empresas e movimentou mais de R$ 35 milhões, valores incompatíveis com seu patrimônio anterior.
A investigação aponta que a “Japa do PCC” usou dinheiro do tráfico de drogas para investir em negócios de beleza, imóveis e empresas de fachada, ocultando a origem ilegal dos fundos.
Inicialmente, Karen teve prisão preventiva decretada, substituída depois por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Em 2025, outras medidas foram impostas, como comparecimento mensal ao juízo e recolhimento noturno.
Os empresários Samara Martins, a Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na WePink, estão sendo investigados por possíveis ligações financeiras com Karen de Moura Tanaka Mori.
Entre 2017 e 2022, Samara Pink e Karen Tanaka Mori foram sócias na expansão da rede Pink Lash, voltada ao mercado de beleza e cosméticos.






