
Ventosaterapia acelera recuperação, mas exige acompanhamento profissional (Foto: Instagram)
Quem acompanha esportes já está acostumado a ver marcas redondas e vermelhas nas costas dos atletas. A técnica, conhecida como ventosaterapia, utiliza sucção para criar uma pressão negativa que resulta na descompressão dos tecidos. O principal objetivo do estímulo é melhorar a circulação sanguínea local, facilitar a mobilidade dos tecidos, aliviar a tensão muscular e diminuir a sensação de dor.
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Para os atletas, a ventosa é amplamente usada para acelerar a recuperação muscular, aliviar dores e liberar a tensão após treinos ou competições intensas e estressantes. No entanto, a ventosaterapia só é eficaz quando utilizada como parte de um tratamento complementar dentro de um plano de ação mais abrangente.
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A fisioterapeuta Camila Santos, do Centro de Excelência Física no Rio de Janeiro, adverte que a ventosa não deve ser considerada uma solução única ou milagrosa. Atualmente, é vista como um recurso complementar, que mostra melhores resultados quando integrada a um plano de tratamento individualizado.
Por outro lado, apesar de alguns estudos indicarem benefícios da técnica, as análises ainda são preliminares e variam em qualidade. “Os mecanismos de ação estão em estudo e temos poucas comprovações laboratoriais. É necessário comprovar sua eficácia a longo prazo e sua correlação com patologias ou doenças adversas”, destaca a fisioterapeuta Georgia D’Oliveira, professora da Universidade Católica de Brasília (UCB).
EM QUAIS QUADROS O USO DA VENTOSA É INDICADO?
- Dores musculares e pontos de tensão.
- Cervicalgia e lombalgia.
- Rigidez muscular.
- Recuperação muscular.
CONTRAINDICAÇÕES DA VENTOSATERAPIA
Embora ajude em casos de desconforto e tensão muscular, o uso da ventosa pode provocar reações adversas em certas situações, sendo contraindicado para:
- Pessoas com feridas abertas, queimaduras ou infecções de pele;
- Pacientes com histórico de trombose venosa, alterações significativas de coagulação ou que usam anticoagulantes;
- Indivíduos com pele fina ou frágil, como idosos;
- Pessoas com marca-passo ou dispositivos eletrônicos implantados;
- Gestantes, que devem evitar ventosas especialmente no abdômen e região lombar;
- Pacientes com câncer em tratamento ativo, sobre áreas de metástase óssea ou tecido irradiado.
As especialistas destacam que o tratamento não deve substituir medicamentos, cirurgias ou programas de reabilitação e deve ser aplicado quando houver recomendação de um profissional. “A ventosaterapia não trata a causa de condições musculoesqueléticas sozinha, não substitui fisioterapia ativa (exercício terapêutico, fortalecimento, reeducação postural), nem tratamentos médicos como medicação, cirurgia ou reabilitação estruturada. Ela funciona como coadjuvante dentro de um plano terapêutico mais amplo — nunca como tratamento principal ou substituto”, conclui Georgia.






