
Conflito por barulho de festa em Diadema acaba em troca de tiros e morte (Foto: Instagram)
Um conflito entre vizinhos devido ao barulho de uma festa resultou em uma troca de tiros e na morte de um deles, na manhã de domingo (2/8), em Diadema, na região metropolitana de São Paulo. Ambos os envolvidos possuíam registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
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O educador Danilo de Almeida, de 39 anos, estava na festa organizada pelo amigo Willian de Assis Costa, 35. Em depoimento à Polícia Civil, obtido pela coluna, afirmou que o amigo “sempre andava armado para onde quer que fosse”. Durante a festa, Danilo decidiu se retirar para descansar, pois tinha um compromisso na manhã de domingo.
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O descanso foi interrompido por volta das 5h, quando participantes da festa pediram para ele acompanhar Willian, que havia saído para discutir com o vizinho, o comerciante Luciano Smanioto Matos, 46.
Danilo desceu rapidamente e, ao chegar à Rua Equador, no centro de Diadema, viu o amigo em frente à casa de Luciano, que estava armado. O irmão de Luciano, Leandro Smanioto, estava ao lado, mas desarmado.
Danilo relatou que o amigo questionava Luciano sobre ter sido filmado, pois durante a madrugada, Willian teria disparado sua pistola 9 milímetros para o alto. Segundo a testemunha, Willian estava calmo, “tentando conversar”.
Ao se afastar dos dois CACs, Danilo ouviu um disparo.
Ao olhar para os dois vizinhos, Danilo viu Willian baleado e cambaleando. Nesse momento, Willian sacou sua arma e também atirou, atingindo Luciano em uma das pernas.
Ferido, Willian sentou-se e pediu para chamarem a polícia, mantendo a arma em mãos.
Luciano, vendo Willian sangrando, teria dito “tomou para aprender, tomara que morra” antes de entrar em casa e fechar o portão.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e constatou a morte de Willian no local.
A versão de Leandro Smanioto, irmão do CAC ferido, difere em parte da do educador. Ele afirmou ter ouvido tiros durante a madrugada e que, por volta das 5h, acompanhou o irmão até o portão, onde encontrou o vizinho “ofegante e aparentemente alcoolizado”. Leandro disse que Luciano pediu a Willian para parar de atirar para o alto, pois “iria se prejudicar”.
Leandro afirmou que pediu para Willian se acalmar, momento em que viu Willian sacar uma arma dizendo “sou CAC”. Ele então fechou o portão imediatamente, ouvindo disparos sem saber quem atirou primeiro.
Após isso, viu o irmão ferido na perna. Estilhaços também feriram a mãe deles, uma aposentada de 64 anos, que foi socorrida e liberada no mesmo dia. Luciano foi levado ao hospital para cirurgia e teve a prisão em flagrante decretada por homicídio.
Ele permanecia internado até a publicação desta reportagem.
As armas dos dois CACs, ambas pistolas 9 milímetros, foram apreendidas para perícia.






