Estudo Revela que Macacos e Símios Podem Ter Outros Animais como Pets

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Macacos-de-cauda-curta cuidam de cachorro na Tailândia (Foto: Instagram)

Assim como os seres humanos, macacos também podem ter animais de estimação. Um novo estudo analisou mais de 420 casos de interação entre primatas não humanos e outras espécies, reunindo evidências da literatura científica, relatos da mídia e pesquisas com primatologistas.

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Esta pesquisa é a mais abrangente até o momento sobre o comportamento social entre espécies de primatas. Foram documentados casos envolvendo 88 espécies de primatas e 127 espécies parceiras, sendo 55 delas não primatas.

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A principal descoberta é que macacos e símios cuidam, têm relações de afeto e até adotam outros indivíduos frequentemente na natureza. A pesquisa, realizada por estudiosos da Universidade de Oxford, no Reino Unido, foi publicada na revista Primates em 21 de julho.

Na natureza, animais de diferentes espécies geralmente vivem juntos por motivos como proteção contra predadores ou facilidade na busca por comida. Contudo, nas situações estudadas, os primatas demonstraram curiosidade, tolerância e cuidado com animais de grupos distintos.

Entre os casos mais notáveis estão macacos-de-cauda-curta cuidando de cachorros na Tailândia; langures-cinzentos acariciando esquilos-gigantes no Sri Lanka; macacos-de-nariz-arrebitado-preto-e-branco brincando com porcos na China; e lêmures-de-cauda-anelada cuidando de lêmures-bambu em Madagascar.

Um dos achados mais marcantes foi a adoção e cuidado de um filhote de sagui por macacos-prego selvagens no Brasil, em 2006.

“Esses comportamentos não são exatamente o cuidado com animais de estimação que conhecemos, mas podem representar alguns dos alicerces evolutivos a partir dos quais a companhia entre humanos e animais surgiu”, disse Cyril Grueter, autor principal do estudo.

Por outro lado, alguns encontros tiveram desfechos trágicos: em 13 casos, um dos animais parceiros faleceu. Os pesquisadores acreditam que os resultados ajudarão a entender melhor a relação entre humanos e animais e poderão melhorar a gestão de grupos mistos em zoológicos e santuários.

“Essas descobertas oferecem novos insights sobre a evolução da empatia, da flexibilidade social e da capacidade notável dos primatas de interagir com animais de outras espécies”, concluiu Grueter.