Fatores Genéticos São Principais Causadores de Alergias Alimentares em Bebês

Publicao por


Bebê demonstra coceira ocular, sinal de possível alergia na infância (Foto: Instagram)

Alergias alimentares em adultos já requerem atenção, mas em bebês e crianças, a situação é ainda mais delicada. O sistema imunológico dos pequenos atinge um nível de estabilidade importante apenas por volta dos quatro ou cinco anos.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

De acordo com especialistas, as alergias em bebês estão frequentemente ligadas ao histórico genético familiar, mas também podem ser provocadas por outros fatores, como alimentação, hábitos de higiene e uso de medicamentos nos primeiros meses de vida.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

O pediatra Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira, do Hospital Mater Dei Goiânia, esclarece que quando há casos de alergias na família, como alimentar, atópica, rinite ou asma, a criança possui uma predisposição genética que faz o sistema imunológico reagir de forma exagerada a proteínas normalmente inofensivas.

“Embora essas manifestações variem de criança para criança e não ocorram com todas, os principais fatores de risco envolvem o histórico familiar de doenças alérgicas”, explica o médico.

Oliveira ressalta que, apesar de ser um dos principais fatores, a genética não é o único elemento. O desenvolvimento da alergia também está relacionado a outras causas, como a microbiota intestinal e as exposições que a criança enfrenta nos primeiros anos de vida.

“Os primeiros meses são cruciais para o amadurecimento do sistema imunológico. A microbiota intestinal é influenciada pelo tipo de parto, medicação e alimentação. Sabe-se que não há benefício em adiar a introdução de alimentos como ovo e amendoim, que, quando introduzidos na idade certa e de forma segura, podem promover o desenvolvimento da tolerância imunológica”, destaca o médico.

O padrão de surgimento de alergias na infância é bem conhecido. As crianças podem apresentar dermatite atópica nos primeiros meses, evoluir para alergia alimentar e, posteriormente, desenvolver outras alergias como asma ou rinite.

Ele afirma que as recomendações atuais destacam a importância de uma alimentação saudável durante a gestação, sem restrições alimentares sem orientação médica, o incentivo ao aleitamento materno e a introdução alimentar a partir dos seis meses de idade.

AS ALERGIAS PODEM FICAR INCUBADAS E SE MANIFESTAR EM OUTRO MOMENTO?
A médica alergista Raquel Letícia Tavares Alves, imunologista dos Hospitais Samaritano Higienópolis e Nove de Julho, da Rede Américas, em São Paulo, explica que as alergias podem permanecer "adormecidas" e se manifestar posteriormente.

Ela descreve esse fenômeno como marcha atópica, que é a evolução natural das alergias ao longo da vida.

“Atualmente, sabemos que um dos principais fatores de risco é a dermatite atópica, principalmente quando é moderada ou grave. Esse tipo de alergia compromete a barreira protetora da pele, permitindo que o alimento muitas vezes afete o sistema imunológico, aumentando a chance de sensibilização e desenvolvimento de alergia alimentar”, acrescenta.

Raquel menciona que outro fator que pode desencadear alergias ao longo dos anos é a sensibilização alérgica, que pode surgir em qualquer momento ou fase da vida. Ela esclarece que a sensibilidade ou alergia pode aparecer de repente.

“Isso pode mudar ao longo da vida, e podemos passar anos consumindo um alimento ou tendo contato com um pet e, de repente, o sistema imunológico reage contra isso, desencadeando a alergia”, conclui.